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Vol. 38. Issue S1.
Pages 85-86 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 85-86 (October 2018)
P39
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.183
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CARCINOMA ESPINOCELULAR DE RETO: RELATO DE CASO
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Eduardo de Souza Andrade, José Emilio de Araujo Menegati, Eduardo José Rodrigues Palma, Marcia Sitoni Vaz, Charles Arruda de Souza, Patricia da Rosa, Priscila Filomena Rodrigues Palma
Clínica Cirúrgica e Coloproctológica, Clini Cólon, Lages, SC, Brasil
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Introdução: O Carcinoma Espinocelular (CEC) de reto é extremamente raro, com incidência entre 0,002 e 1% dos tumores malignos colorretais. As manifestações clínicas são semelhantes às do adenocarcinoma. O tratamento ainda é controverso entre cirurgia primária e terapia neo‐adjuvante.

Relato do caso: Feminino, 47 anos, queixava‐se de há 30 dias com puxo, tenesmo, alteração do formato das fezes para afiladas associado a mucorréia e hematoquezia. Toque retal lesão ulcerovegetante hemicircunferencial em parede posterior distando 5cm da borda anal. Anatomopatológico evidenciou carcinoma espinocelular, realizado estadiamento não apresentava metástase a distância e estadiamento local com ultrassonografia retal apresentando invasão até muscular com ausência de linfonodos, optado por cirurgia primária retosigmoidectomia anterior com ressecção total do mesoreto mais ileostomia derivativa, anatomopatológico confirmou CEC e sem linfonodos comprometidos, quarenta dias após cirurgia foi encaminhada para terapia adjuvante com quimio e radioterapia.

Discussão: O carcinoma de células escamosas do reto é uma neoplasia rara. Pode estar associada a condições inflamatórias crônicas como radiação e colites ou infecções principalmente pelo Papiloma vírus humano (HPV) e esquistossomose. A apresentação se assemelha ao adenocarcinoma com queixa de puxo, tenesmo, hematoquezia e dor abdominal, porém no momento do diagnóstico os pacientes tendem a apresentar em estágio avançado já que sua apresentação se dá em pacientes mais jovens. O diagnóstico baseia‐se no exame físico, endoscópico e anatomopatológico sendo este necessário o uso da imuno‐histoquímica para diferenciação destas lesões. O estadiamento com ultrassonografia endoscópica e tomografia computadorizada fornece informações essenciais sobre o prognóstico e orientar terapia. Atualmente, a cirurgia continua a ser a principal opção terapêutica, no entanto, avanços recentes fizeram da terapia neo‐adjuvante uma terapia possível.

Conclusão: O adenocarcinoma e o CEC do reto tem diferenças em relação a epidemiologia, etiologia, patogênese e prognóstico, por isso é importante identificar cada um pois requerem uma abordagem terapêutica diferente.

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Journal of Coloproctology

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