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Vol. 38. Issue S1.
Pages 56 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 56 (October 2018)
P195
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.118
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COLITE EOSINOFILICA ‐ RELATO DE CASO
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Fernando Bray Beraldo, Bernardo Muniz Frizzera Borges
Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Doenças eosinofílicas gastrointestinais são divididas em três categorias: esofagite eosinofilica, gastroenterite eosinofilica e colite eosinofílica (CE). Sabe‐se que a CE é a entidade mais rara. Os casos são idiopáticos. O diagnóstico é realizado com a demonstração do aumento do numero de eosinófilos em fragmentos de mucosa. Atual incidênciaéde difícil estimação devido ao seu sub diagnóstico. Quadro clínico é inespecífico. Diarreia, náusea, vômitos, perda do apetite, dor abdominal e perda de peso. Pacientes com doenças eosinofilicas apresentam normalmente historia familiar ou pessoal de desordens atópicas como asma ou eczema.

Descrição do caso: Paciente de 60 anos, masculino, com presença de importante sintomas dispépticos com baixa resposta a terapia de supressão acida. Endoscopia digestiva alta laudava apenas gastrite enantematosa leve e pesquisa de H. pylori negativo. Relatava hábitos alimentares não ideais. Negava alteração do habito intestinal (1 vez ao dia, fezes bem formadas). Realizada colonoscopia (vide imagens): mucosa de ceco, colón ascendente, transverso e descendente com pequenas placas nacaradas aderidas associada a pancolite leve. Anatomopatológico das placas: inflamação inespecífica com depósitos de eosinófilos formando microabscessos. Corticoterapia com prednisona via oral foi iniciada com melhora dos sintomas.

Discussão: Pacientes com diagnóstico de desordens eosinfilicas do trato gastrointestinal sao associados a doenças atópicas e a alergias alimentares. Klein e col. dividiram tal patologia em três categorias: predominantemente mucosa, transmural e serosa. Mucosa é a mais frequente. Categoria serosa se caracteriza por ascite e categoria transmural por espessamento intestinal eobstrução. CE pode ser segmentar ou pancolonica. Porém, sintomas não são correlacionados com a extensão do acometimento. Faz‐se fundamental a exclusão de CE secundária (infecção, drogas, doenças autoimunes, DII, etc). CE em adultos tem curso flutuante. Tratamento ébaseado na severidade dos sintomas. Mudança dietética e, principalmente, uso de corticoides são fundamentais (inclusive os tópicos para topografia retal). Outros imunossupressores podem ser usados em casos avançados.

Conclusão: CE e uma doença mal compreendida quanto a etiologia e patogenia. Não há claros indícios de associação com imunidade IgE‐mediada ou a alergia alimentar. O tratamento normalmente é feito com corticoides com boa resposta. Doença é crônica e apresenta baixas complicações a longo prazo.

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Journal of Coloproctology

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