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Vol. 38. Issue S1.
Pages 121 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 121 (October 2018)
TL104
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.259
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IMPACTO CLÍNICO E ECONÔMICO DA FÍSTULA ANASTOMÓTICA COLORRETAL: REAL WORLD EVIDENCE DA SAÚDE SUPLEMENTAR BRASILEIRA
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Ulysses Ribeiroa,b, Daiane Oliveira Tayara,b, Rodrigo Antonini Ribeiroa,b, Priscila Andradea,b, Silvio Mauro Junqueiraa,b
a Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
b Johnson & Johnson Medical Brazil, Htanalyze Consulting Jr.
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Objetivo: As fístulas anastomóticas colorretais (FAC) representam importante causa de morbimortalidade em pacientes submetidos à cirurgias colorretais. Estudos avaliando o impacto econômico da FAC no Brasil ainda são escassos. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto clínico e econômico da FAC, bem como identificar os fatores de risco para o seu desenvolvimento.

Método: Estudo de coorte retrospectivo de pacientes beneficários da Saúde Suplementar brasileira, com base nas informações de faturamento dos pacientes. O banco de dados incluiu informações hospitalares dos pacientessubmetidos a procedimentos entre 2012 e 2013. Os principais desfechos clínicos avaliados foram: ocorrência de FAC, infecção, tempo de permanência hospitalar (TPH) durante a internação índice, readmissão de 30 dias e mortalidade. O desfecho econômico avaliado foi custo hospitalar total (CHT) (incluindo internação da cirurgia índice e readmissões em até 30 dias). Para determinar os fatores de risco para ocorrência de FAC, assim como a relação entre a FAC e desfechos clínicos, foi realizada uma regressão de Poisson. Para avaliar o impacto econômico da FAC foi realizada a análise com modelos lineares generalizados (GLM).

Resultados: A incidência de FAC foi de 6,8%. Cirurgia de emergência (aRR: 3,08; IC95%1,53‐6,19) e necessidade de transfusão sangüínea (aRR: 5,42; IC 95% 2,54‐11,56) foram preditores independentes de FAC. Pacientes com FAC apresentaram mais uso de antibióticos (aRR: 1,69; IC95%1,37‐2,09), readmissão de 30 dias (aRR: 3,34; IC 95% 1,53‐7,32), mortalidade (aRR=13,49; IC 95% 4,10‐44,35) e maior TPH (média de 39,6 dias vs. 7,5 dias em pacientes sem FAC, p<0,001). A mediana do CHT foi de R$ 210.105 nos pacientes com FAC vs. R$ 34.210 nos pacientes sem FAC (p=0,002). No GLM multivariável, ajustado por cirurgia de emergência, idade, sexo, diagnóstico de câncer e abordagem cirúrgica (laparoscopia vs. laparotomia), os pacientes com FAC tiveram CHT 5,57 (IC 95% 4,12‐7,52)mais elevados do que os pacientes sem FAC.

Conclusões: Pacientes que desenvolvem FAC têm piores desfechos clínicos e CHT 5,57 vezes maiores. Os fatores de risco para desenvolvimento de FAC foram cirurgia de emergência e necessidade de transfusão sanguínea.

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Journal of Coloproctology

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