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Vol. 38. Num. S1.October 2018
Pages 1-192
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Vol. 38. Num. S1.October 2018
Pages 1-192
TL21
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.273
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RETALHO VERTICAL DO MÚSCULO RETO ABDOMINAL MODIFICADO DIMINUI A INCIDÊNCIA DE COMPLICAÇÕES APÓS AMPUTAÇÃO ABDOMINOPERINEAL EXTRAELEVADORA DO RETO
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Renato Gomes Campanati, Ana Carolina Parussolo André, Kelly Cristine de Lacerda Rodrigues Buzatti, Bernardo Hanan, Beatriz Deoti e Silva Rodrigues, Magda Maria Profeta da Luz, Rodrigo Gomes da Silva
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Objetivo: Desde a introdução da amputação abdominoperineal extraelevadora (AAP‐EE) do reto houve aumento na incidência de complicações de ferida operatória. A confecção de retalhos musculares ou miocutâneos permite melhor fechamento do defeito pélvico e diminui a incidência dessas complicações. O presente estudo visa avaliar o impacto da utilização do retalho vertical do músculo reto abdominal modificado na reconstrução perineal após AAP‐EE.

Métodos: Foi realizada coleta prospectiva de dados de pacientes submetidos a AAP‐EE entre Janeiro de 2013 e Junho de 2018. Os mesmos foram avaliados quanto a complicações da ferida operatória com 15 dias, 30 dias e 3 meses do procedimento cirúrgico. Variáveis categóricas foram avaliadas através do teste de o qui‐quadrado e contínuas através do método de Fisher. Sobrevida avaliada através da tabela de Kaplan‐Meier e variáveis com o método de log‐rank.

Resultados: Durante o período analisado, foram realizados 42 procedimentos de AAP‐EE em função de adenocarcinoma do reto. Metade dos pacientes era do sexo feminino, com mediana de idade de 59 anos (33‐83 anos), mediana do tempo operatório de 292 minutos (150‐480 minutos) e 26.2% dos casos foram realizados por videolaparoscopia. A maioria desses, 73.8% (n=31) foram submetidos a essa operação como abordagem primária da neoplasia de reto e os outros 26.2% como cirurgia de resgate, sendo que 95,2% dos pacientes foram previamente submetidos a quimio e radioterapia neoadjuvantes. Dentre os métodos de reconstrução perineal após a ressecção a utilização do retalho vertical do músculo reto abdominal modificado foi o mais utilizado (33.3%), seguido pelo retalho de miocutâneo de glúteo máximo (26.2%), interposição de telas ou próteses (16.6%), sutura primária do defeito (9.5%), retroversão uterina (7.2%) e interposição do omento maior (7.2%). A reconstrução perineal com o retalho muscular vertical do músculo reto‐abdominal demonstrou menores taxas de complicações precoces da ferida operatória, como seromas ou infecção do sítio perineal (7.6% vs 50%; p=0,006), sem aumento do tempo operatório em relação aos demais métodos de reconstrução (257 minutos vs 282 minutos, p=0,327).

Conclusão: A utilização do retalho vertical do músculo reto abdominal modificado é uma ótima alternativa na reconstrução perineal após a AAP‐EE, com redução da taxa de complicações precoces, sem aumento da morbidade ou tempo operatório.

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Journal of Coloproctology

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