Journal of Coloproctology Journal of Coloproctology
J Coloproctol. (Rio J.) 2017;37:232-7 - Vol. 37 Num.3 DOI: 10.1016/j.jcol.2017.05.003
Original Article
Assessment of fistulectomy combined with sphincteroplasty in the treatment of complicated anal fistula
Avaliação de fistulectomia combinada com esfincteroplastia no tratamento de fístula anal complicada
Fakhrolsadat Anarakia, Omid Etemadb, Elham Abdic,, , Gholamreza Bagherzadeha, Roubik Behbood
a Shahid Beheshti University of Medical Sciences, Taleghani Hospital, Department of Colorectal Surgery, Tehran, Iran
b Tehran University of Medical Sciences, Plastic and Reconstructive Surgery Ward, Tehran, Iran
c Shahid Beheshti University of Medical Sciences, Tehran, Iran
d Iran University of Medical Sciences, Rasoul Akram Hospital, Department of Colorectal Surgery, Tehran, Iran
Received 01 April 2017, Accepted 14 May 2017
Abstract
Introduction

The ideal method of treating the complex anal fistula is to eradicate the sepsis and preserve the anal sphincter; since there is no definite consensus on the surgical method of treating it. Recent studies show that fistulectomy and immediate sphincteroplasy are a safe and appropriate way to treat the fistula-in-ano. The aim of this study was to evaluate the long term outcomes of fistulectmy and sphincteroplasty in the treatment of complex perianal fistula.

Methods

In this prospective study, we have analyzed the data of 80 patients who underwent fistulectomy and sphincteroplasty from May 2013 to May 2016. Preoperative information included physical examination, preoperative fecal incontinence evaluation and taking a complete history about underlying diseases and past related surgeries were collected.

Results

Of all 80 patients with complex fistula, 57.5% (46 patients) were male. 70-Patients were presented with high transsphincteric fistula (87.5%) and anterior fistula was diagnosed in 10 of them (12.5%). 9 patients (11.3%) suffered from hypertension and 43 patients (53.75%) had recurrent fistula after previous surgeries. During the follow-up period, the overall success rate was 98.8% (98.8%) and fistulectomy and sphincteroplasty failed in only one patient (failure rate: 1.3%). preoperative and post-operative scoring showed mild fecal incontinence in 8 patients (10%). We have found no significant relation between the age, gender, hypertension, previous surgery and post-operative recurrence.

Conclusion

Fistulectomy and sphincteroplasty is a safe surgical procedure in the treatment of anterior anal fistula in females and high transsphincteric fistulas.

Resumo
Introdução

o método ideal para tratar a fístula anal complexa consiste em erradicar a sepse e preservar o esfíncter anal, uma vez que não existe consenso definitivo com relação ao método cirúrgico para tratamento desse problema. Estudos recentes demonstram que a fistulectomia, seguida imediatamente pela esfincteroplastia, é procedimento seguro e apropriado no tratamento da fístula perianal. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados em longo prazo da fistulectomia e da esfincteroplastia no tratamento da fístula perianal complexa.

Métodos

Neste estudo prospectivo analisamos os dados de 80 pacientes tratados por fistulectomia e esfíncteroplastia no período de maio de 2013 até maio de 2016. Foram coletadas as seguintes informações pré-operatórias: exame físico, avaliação pré-operatória de incontinência fecal e história completa sobre doenças subjacentes e cirurgias prévias afins.

Resultados

De todos os 80 pacientes com fístula complexa, 57,5% (46 pacientes) pertenciam ao gênero masculino. Setenta pacientes se apresentaram com fístula trans-esfinctérica alta (87,5%); em 10 desses pacientes (12,5%), foi diagnosticada fístula anterior. Nove pacientes (11,3%) sofriam de hipertensão (HT), tendo sido observada recorrência de fístula após cirurgias prévias em 43 pacientes (53,75%). Durante o período de seguimento, o percentual de sucesso global foi de 98,8%, e em apenas um paciente os procedimentos de fistulectomia e esfincteroplastia não obtiveram sucesso (percentual de falha: 1,3%). Os escores pré-operatórios e pós-operatórios revelaram incontinência fecal leve em 8 pacientes (10%). Não observamos nenhuma relação significativa entre idade, gênero, HT, cirurgia prévia e recorrência pós-operatória.

Conclusão

Fistulectomia e esfincteroplastia constituem procedimento cirúrgico seguro no tratamento de fístulas anais anteriores em mulheres e de fístulas trans-esfinctéricas altas.

Keywords
Fistulectomy, Sphincteroplasty, Anal fistula
Palavras-chave
Fistulectomia, Esfincteroplastia, Fístula anal
J Coloproctol. (Rio J.) 2017;37:232-7 - Vol. 37 Num.3 DOI: 10.1016/j.jcol.2017.05.003