Journal of Coloproctology Journal of Coloproctology
J Coloproctol. (Rio J.) 2017;37:95-9 - Vol. 37 Num.2 DOI: 10.1016/j.jcol.2016.12.002
Original Article
Deoti surgical flap and sphincteroplasty for treatment of severe perineal deformity
Retalho cirúrgico de Deoti mais esfincteroplastia para tratamento de deformidade perineal grave
Beatriz D.S. Rodriguesa,b,, , Kelly Cristine de Lacerda Rodrigues Buzattia, Igor G.N. Reisa, Flávio C. Barrosa, Vinícius R.T. Nunesb, Rodrigo G. da Silvaa
a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Faculdade de Medicina, Departamento de Cirurgia, Belo Horizonte, MG, Brazil
b Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Hospital das Clínicas, Belo Horizonte, MG, Brazil
Received 03 November 2016, Accepted 18 December 2016
Abstract
Purpose

Anal incontinence is a very stigmatizing condition, which affects biopsychosocially the patient. It is a neglected, but quite common complication of obstetric and anorectal surgery, however it has treatment options. None of the treatment options have exceptional efficacy rates and still associated with risk of recurrence. The surgery techniques known are: anterior and posterior shortening procedure; post-anal repair; anterior elevator plasty and external sphincter plication; total pelvic floor repair and sphincter repair. None of them use a flap rotation of adipose tissue. The purpose is to propose a new surgery technique of anal sphincteroplasty, which uses flap rotation, for severe perineal deformity associated with anal incontinence.

Methods

Patient with severe perineal deformity and anal incontinence treated with a new surgery technique of sphincteroplasty with flap rotation.

Results

The severe perineal deformity was corrected with both esthetic and functional results. Anal continence measured by Wexner and Jorge assessment in a follow-up period of 2 years after the intervention. Pictures and video show esthetic and functional aspects.

Conclusion

This is the first time that a flap rotation is used to treat a severe perineal deformity. And the technique presented promising outcomes, which allows perineum reconstruction that is similar to the original anatomy. Therefore, this technique is justified to better evaluate its efficiency and the impact on patients’ prognosis.

Resumo
Objetivo

A incontinência anal é uma condição muito estigmatizante, que afeta biopsicossocialmente o paciente. É uma complicação negligenciada, mas bastante comum da cirurgia obstétrica e anorretal, no entanto, tem opções de tratamento. Nenhuma das opções de tratamento tem taxas de eficácia excepcionais e ainda está associada ao risco de recorrência. As técnicas cirúrgicas conhecidas são: procedimento de encurtamento anterior e posterior; reparação pós-anal; plástica do elevador anterior e plicatura externa do esfíncter; reparo total do assoalho pélvico e reparo do esfíncter. Nenhum deles utiliza uma rotação de retalho de tecido adiposo. O objetivo é propor uma nova técnica cirúrgica de esfincteroplastia anal, que utiliza a rotação de retalho, para deformidade perineal grave associada à incontinência anal.

Métodos

Paciente com deformidade perineal grave e incontinência anal tratada com nova técnica cirúrgica de esfincteroplastia com rotação de retalho.

Resultados

A deformidade perineal grave foi corrigida com resultados estéticos e funcionais. Continência anal medida pela avaliação de Wexner & Jorge em um período de seguimento de 2 anos após a intervenção. Imagens e vídeo mostram aspectos estéticos e funcionais.

Conclusão

Esta é a primeira vez que uma rotação de retalho é usada para tratar uma deformidade perineal grave. E a técnica apresentou resultados promissores, o que permite a reconstrução do períneo semelhante à anatomia original. Portanto, esta técnica é justificada para melhor avaliar sua eficiência e o impacto no prognóstico dos pacientes.

Keywords
Colorectal surgery, Surgical flaps, Fecal incontinence, Treatment outcome
Palavras chave
Cirurgia colorretal, Retalhos cirúrgicos, Incontinência fecal, Resultado do tratamento
J Coloproctol. (Rio J.) 2017;37:95-9 - Vol. 37 Num.2 DOI: 10.1016/j.jcol.2016.12.002