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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 166-167 (Outubro 2018)
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Páginas 166-167 (Outubro 2018)
VL05
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.357
Open Access
ASPECTOS TÉCNICOS DO RETALHO VERTICAL DO MÚSCULO RETO ABDOMINAL MODIFICADO POR VIDEOLAPAROSCOPIA
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Renato Gomes Campanati, Gabriel Braz Garcia, Gabriela Maciel Cordeiro, Ana Carolina Parussolo André, Bernardo Hanan, Magda Maria Profeta da Luz, Rodrigo Gomes da Silva
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: A introdução da amputação abdominoperineal do reto extraelevadora (AAP‐EE) foi proposta para diminuir as taxas de margem circunferencial positiva após a ressecção de neoplasias de reto e canal anal. Em função da maior ressecção perineal e da dificuldade no fechamento primário do defeito, inúmeras técnicas foram propostas para se evitar complicações da ferida operatória desde a colocação de telas até confecção de retalhos musculares ou miocutâneos. A interposição de retalho vertical do músculo reto abdominal modificado se apresenta como boa opção por oferecer tecido sem tensão e livre de irradiação para o fechamento do defeito perineal. O presente trabalho visa demonstrar aspectos técnicos relacionados a liberação do músculo reto abdominal através da videolaparoscopia.

Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 60 anos, diagnosticada com adenocarcinoma de reto distal, cerca de 2cm da borda anal, com acometimento da musculatura esfincteriana ao exame físico. Estadiamento clínico com achado de neoplasia ao nível da transição anorretal, com acometimento dos músculos esfíncter externo e interno do ânus e 4 linfonodos mesorretais positivos, sem invasão vascular extramural ou linfonodos pélvicos laterais positivos. Após discussão multidisciplinar, foi submetida a quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes, com dose total de 5040cGy.

A paciente foi submetida a AAP‐EE videolaparoscópica, com liberação do músculo reto abdominal direito e fixação do mesmo durante o tempo perineal da operação.

Discussão: A reconstrução perineal com uso de retalhos musculares ou miocutâneos apresenta menores taxas de cicatrização retardada e deiscência perineal. O retalho vertical do músculo reto abdominal modificado não inclui a ressecção de ilha de pele, subcutâneo e fáscia abdominal anterior, muitas vezes prescindindo de abordagem em conjunto com a cirurgia plástica, uma vez que a anatomia da parede abdominal é mais familiar ao cirurgião colorretal e sem necessidade de incisão ou manipulação de locais distantes do sítio cirúrgico, como ocorrem com outros retalhos como o glúteo, o grácil e o pudendo interno.

Conclusão: O retalho vertical do músculo reto abdominal modificado na reconstrução após AAP‐EE é uma alternativa no fechamento perineal e sua liberação através da videolaparoscopia é factível e segura.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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