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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 179 (Outubro 2018)
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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 179 (Outubro 2018)
VL35
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.387
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CORREÇÃO CIRÚRGICA DE FÍSTULA URETRORRETAL POR OPERAÇÃO TRANSANAL ENDOSCÓPICA
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Marley Ribeiro Feitosa, Rogerio Serafim Parra, Omar Féres, José Joaquim Ribeiro da Rocha, Raquel Fernandes Coelho
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: A fístula uretrorretal (FRU) é complicação incomum e, na maioria dos casos, decorrente da prostatectomia radical. O tratamento é habitualmente cirúrgico, com risco de recorrência e impacto na qualidade de vida. O objetivo deste vídeo é demonstrar o primeiro caso de FRU pós‐prostatectomia radical, tratado por operação transanal endoscópica (OTE).

Descrição do caso: Homem, 67 anos. Submetido a prostatectomia radical aberta por adenocarcinoma de próstata. Apresentou peritonite grave e choque no primeiro pós‐operatório por deiscência da sutura vesico uretral e perfuração retal. Realizado laparotomia com lavagem da cavidade, colostomia em alça e sondagem vesical de demora. Após recuperação, evoluiu com saída de urina pelo ânus. Exame proctológico demonstrou orifício retal anterior, a 5cm da rima anal, de 1.5cm de diâmetro ecom fibrose adjacente. Submetido à OTE em posição de canivete. Realizado dissecção e remoção de tecido fibroso, com exposição dos orifícios uretral e retal. Optou‐se por rafia em planos, interpondo folheto de pericárdio bovino entre a sutura uretral e retal. Permaneceu com sonda vesical por dois meses, que foi removida após confirmação do fechamento completo da fístula, sem estenose. A colostomia foi fechada um mês após retirada da sonda vesical, sem intercorrências.

Discussão: Diversas técnicas podem ser utilizadas para o tratamento cirúrgico da FRU, entretanto os princípios cirúrgicos incluem: 1) exposição do trajeto fistuloso, com desbridamento de tecidos fibróticos e isquêmicos; 2) dissecção cuidadosa das estruturas anatômicas envolvidas; 3) sutura impermeável; 4) síntese em planos separados; 5) sutura sem tensão e sem sobreposição; 6) retalhos bem vascularizados; 7) drenagem urinária adequada. A derivação fecal, antes ou após a correção, é controversa. Este é o primeiro relato do uso da OTE para essa finalidade e o método oferece boa exposição do campo operatório, mobilidade satisfatória para o cirurgião e baixa invasividade, já que dispensa abordagem abdominal combinada.

Conclusão: A OTE é pouco invasiva, sem morbidades adicionais e eficaz na correção da FRU pós‐prostatectomia radical.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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