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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 188 (Outubro 2018)
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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 188 (Outubro 2018)
VL54
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.406
Open Access
ENDOMETRIOSE DE SEPTO RETOVAGINAL E LIGAMENTO UTEROSSACRO
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Rafael Vaz Pandini, Rodrigo Ambar Pinto, Camila Barião da Fonseca Miyahara, Sergio Edgar Camões Conti Ribeiro, Ana Luiza Tonisi Pinto Helito, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A endometriose é definida como glândulas endometriais e estroma que ocorrem fora da cavidade uterina, geralmente localizadas na pelve, mas podem ocorrer em vários locais, incluindo intestino, diafragma e cavidade pleural. Embora não seja maligno, o tecido endometrial ectópico e a inflamação resultante podem causar dismenorreia, dispareunia, dor crônica e infertilidade. Os sintomas podem variar de mínimos a severamente debilitantes. A endometriose é uma doença inflamatória benigna, dependente de estrogênio, Terapias para dor pélvica relacionada à endometriose incluem analgésicos, tratamentos hormonais e intervenção cirúrgica.

Descrição do caso: T.F.L. 37 anos, feminina. Queixa de infertilidade secundária à endometriose, com queixa álgica e cólicas associadas, refratária ao uso de Pietra. G0P0. USG com preparo: Útero de 75 cc, Ovário Direito retrocervical, aderido aos ovário contralateral e retossigmóide, com provável endometrioma de 0,8cm (ovário de 4 cc). OE retrocervical, aderido ao ovário contralateral e retossigmoide com conteúdo hemorrágico e medindo 4,1×3,9×3,0cm. Espessamento retrocervical bilateral à direita de 1,2×0,6 e à esquerda de 2,1×1,0; aderidos aos ovários. Dilatação serpingiforme anexial esquerda de 6,7cm com conteúdo espesso tipo vidro fosco e sem fluxo ao Doppler. Epessamento parietal em região retossigmóidea distando 8cm da borda anal, envolvendo muscular própria de 9,7cm de extensão, envolvendo 40% da circunferência da alça. Colonoscopia normal. Submetida à retossigmoidectomia de 10cm de extensão com anastomose a 7cm da borda anal, associado à salpingectomia bilateral, e ressecção do ligamento uterosacro à direita.

Discussão: Paciente evoluiu bem com alta no 4° PO, sem intercorrências.

Conclusão: A cirurgia proporciona melhora da dor na maioria das mulheres. Em uma revisão sistemática e meta‐análise de 2014da Cochrane publicado por Duffy et al., mulheres que foram submetidas à cirurgia laparoscópica apresentaram três vezes mais probabilidade de relatar melhora da dor em 12 meses do que os controles que foram submetidos apenas à laparoscopia diagnóstica (73 versus 21%).

Idiomas
Journal of Coloproctology

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