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Vol. 37. Núm. S1.
Páginas 64-65 (Outubro 2017)
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Páginas 64-65 (Outubro 2017)
V4‐37
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.279
Open Access
LIGADURA INTERESFINCTERIANA DO TRAJETO FISTULOSO (LIFT) EM UMA PACIENTE COM FÍSTULA TRANSESFINCTÉRICA QUE COMPROMETE EXTENSO PERCENTUAL DE MUSCULATURA ESFINCTERIANA – ASPECTOS ANATÔMICOS E TÉCNICOS
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Sthela Maria Murad Regadasa, Nathalia Franco Cavalcantia, Lusmar Veras Rodriguesa, Lara Burlamaqui Rodriguesb, Benjamin Ramos de Andrade Netoa, Felipe Ramos Nogueiraa, Ricardo Everton Dias Mont’alvernea
a Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
b Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza (SCMF), Fortaleza, CE, Brasil
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Introdução: Em 2007, um cirurgião indiano, Rojanasakul, publicou uma nova técnica para o tratamento de fístula com baixas taxas de recidiva e sem secção da musculatura esfincteriana, denominada de Lift (ligadura interesfincteriana do trajeto fistuloso).

Objetivo: Demonstração da anatomia e detalhamento da técnica cirúrgica Lift feita para tratamento da fístula transesfinctérica.

Método: Operação de Lift feita em paciente do sexo feminino, 30 anos, com parto vaginal prévio, portadora de fístula anal transesfinctérca localizada no quadrante anterolateral direito. Submetida a ultrassom anorretal tridimenssional (US‐3D) e avaliada funcionalmente com manometria anorretal. A técnica consiste inicialmente da cateterização do orifício fistuloso externo (OE) com estilete para visualização do orifício fistuloso interno. Identificação do espaço interesfinctérico e feitura de uma incisão curva no pele. Abertura do espaço interesfinctérico até identificação e dissecção do trajeto fistuloso, isolamento e ligadura proximal e distal do trajeto por transfixação com fio de poliglactina, 2‐0. Secção do trajeto fistuloso e nova ligadura dos cotos proximais e distais do trajeto. Injeção de H202 para confirmação da ligadura eficaz do trajeto, sem vazamento. Aproximação do espaço interesfinctérico e da pele no local da incisão prévia. Feitos curetagem do OE e trajeto fistuloso remanescente e deixado aberto para drenagem.

Resultados: O US 3D demonstrou fístula transesfinctérica de trajeto linear, localizada no quadrante anterolateral direito com comprometimento extenso (mais de 50% do esfíncter anal externo anterior). As pressões anais estavam nos limites de normalidade. Feita a operação do Lift conforme técnica descrita, sem intercorrências. Paciente apresentou cicatrização completa após 42 dias. Não apresentou complicações cirúrgicas. Feito novo US‐3D após dois meses da cicatrização, evidenciou fibrose no espaço interesfinctérico e no local do trajeto remanescente.

Conclusão: A técnica cirúrgica foi eficaz, neste caso, com a vantagem da preservação esfincteriana numa paciente do sexo feminino, jovem e fístula transesfinctérica anterior complexa.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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