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Vol. 37. Núm. S1.
Páginas 67-68 (Outubro 2017)
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Vol. 37. Núm. S1.
Páginas 67-68 (Outubro 2017)
V4‐44
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.286
Open Access
NEUROMODULAÇÃO SACRAL PARA TRATAMENTO DOS DISTÚRBIOS DO ASSOALHO PÉLVICO. ASPECTOS TÉCNICOS PARA IMPLANTE EFETIVO
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Sthela Maria Murad‐Regadasa,b,c, Lara Burlamaqui Verasa,b,c, Lusmar Veras Rodriguesa,b,c, Francisco Sérgio Pinheiro Regadasa,b,c, Leonardo Robson Pinheiro Sobreira Bezerraa,b,c, Gonzalo Federico Hagerman Ruiz Galindod, Francisco Sérgio Pinheiro Regadas Filhoa,b,c
a Unidade Assoalho Pélvico, Hospital São Carlos, Fortaleza, CE, Brasil
b Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
c Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
d Universidad Panamericana, Cidade do México, México
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Objetivo: Descrever os detalhes técnicos do implante do neuromodulador sacral em uma paciente com distúrbios associados do assoalho pélvico.

Método: Paciente feminina, 69 anos, nulípara, com sintomas de incontinência fecal, escore da Cleveland Clinic 12/20, escore de Constipação da Cleveland Clinic de 10/30 e incontinência urinária. A manometria anorretal demonstrou pressões reduzidas e o ultrassom anorretal sem lesões esfincterianas. Não apresentou melhoria ao tratamento clínico e ao biofeedback.

Resultados: Foi submetida à Fase I ‐ Implante de Eletrodos na raiz sacral‐S3 acompanhada por radioscopia. Paciente em decúbito ventral, com elevação da região lombossacra, sob sedação e anestesia local. Procede‐se à marcação dos pontos anatômicos, bilateralmente, localizados a 9cm acima da ponta do cóccix, corresponde à junção sacrilíaca, e na linha média, a 2cm lateralmente direito e esquerdo onde está posicionado o forame S3. Guiado por radioscopia, introduz‐se a agulha a 1,5cm proximal dessa marcação, com angulação de 60°. Verifica‐se adequada resposta pelo menor estímulo, que produz melhor resposta motora em glúteos e hálux em cada lado. Segue a introdução do dilatador pelo qual será implantado o eletrodo quadripolar com a curvatura do fio guia orientada lateralmente, ao longo da raiz S3. Permanecem três eletrodos ao longo da raiz sacral e um no forame S3. Faz‐se a tunelização da extensão do eletrodo para exteriorização na pele contralateral e conexão ao estimulador externo. Segue‐se a programação do paciente com o estímulo que tolerar. Após duas semanas, foi indicado implante definitivo, pois houve melhoria completa de todos os sintomas. O implante definitivo do marcapasso (Interstim II) é feito em decúbito ventral sob sedação e anestesia local. Após secção dos extensores externos, conectam‐se diretamente os eletrodos com a bateria (Interstim II), que será posicionada no tecido subcutâneo, abaixo da espinha ilíaca.

Conclusão: Neste caso, a técnica é eficaz para tratamento dos distúrbios do assoalho pélvico com melhoria expressiva dos sintomas e sem complicação.

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Journal of Coloproctology

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