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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 171 (Outubro 2018)
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Vol. 38. Núm. S1.
Páginas 171 (Outubro 2018)
VL15
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.367
Open Access
O PAPEL DA RESSECÇÃO CIRÚRGICA NO CONTROLE DA SÍNDROME CARCINÓIDE PARA TUMORES NEUROENDÓCRINOS DO RETO METASTÁTICOS
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Aline Costa Mendes de Paiva, Letícia Nobre Lopes, Rafael Vaz Pandini, Cintia Mayumi Sakurai Kimura, Rodrigo Ambar Pinto, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Tumores neuroendócrinos (TNEs) do reto representam 34% das neoplasias neuroendócrinas gastrointestinais e possuem bons índices de sobrevida global, porém o papel da cirurgia do sítio primário em casos estádio IV, quanto ao impacto na sobrevida ainda não é bem estabelecido.

Descrição do caso: M.S.O., 47 anos, sexo feminino, há 18 meses com dor em cólica no abdome inferior e perda ponderal de 12kg em 6 meses. TC tórax, abdome e pelve com múltiplas lesões hepáticas heterogêneas hipovascularizadas (segmentos VIII, V e IV) e nódulo sólido hipervascularizado de 2cm no segmento VI, além de espessamento parietal focal no reto a 7cm da borda anal e linfonodomegalia regional. Biópsia da lesão hepática consistente com TNE metastático. RNM de pelve identificou lesão expansiva medindo 2cm, a 5,5cm da borda anal, margem distal acima do anel anorretal. Colonoscopia com lesão de aspecto subepitelial, com biópsia confirmando o sítio primário. Após o diagnóstico de TNE metastático, realizou quimioterapia com Ocreotide LAR 20mg/dia, evoluindo com progressão das lesões hepáticas e manutenção dos sintomas gastrointestinais, sendo encaminhada ao serviço de Coloproctologia. Submetida a retossigmoidectomia VLP através da dissecção médio lateral do mesentério, com ligaduras da artéria e veia mesentéricas inferior, seguida de excisão total do mesorreto. Anastomose coloanal com grampeador CDH 29 a 2cm da BA. Drenada pelve com realização de ileostomia de proteção. Anatomopatológico de tumor neuroendócrino de baixo grau, positividade para cromogranina, sinaptofisina e KI67 < 2%. Paciente apresentou boa evolução pós‐operatória, recebeu alta no 6° PO. Retorno ambulatorial com melhora dos sintomas e boa adaptação a ostomia.

Discussão: Os TNE retais possuem prognóstico favorável com sobrevida em 5 anos de até 72%. A síndrome carcinoide é rara na doença colorretal, sendo o tratamento de escolha os análogos de somatostatina. Em tumores de baixo grau com metástases, principalmente hepática, uma ressecção paliativa com linfadenectomia apresenta nível de evidência 1 na literatura, visto que tais pacientes podem necessitar de ressecção por obstrução ou sangramento. O transplante hepático é uma opção terapêutica, desde que na ausência de doença extra‐hepática e que o tumor primário seja removido antes do transplante.

Conclusão: A ressecção do sitio primário em TNE metastático deve ser considerada, a fim de evitar potenciais complicações e na perspectiva curativa do transplante hepático.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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