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Vol. 37. Núm. S1.
Páginas 52 (Outubro 2017)
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Vol. 37. Núm. S1.
Páginas 52 (Outubro 2017)
V1‐04
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.246
Open Access
RECONSTRUÇÃO VAGINAL COM RETALHO FASCIOCUTÂNEO GLÚTEO APÓS‐A RESSECÇÃO DE RECIDIVA DE ADENOCARCINOMA DE RETO
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Renato Gomes Campanati, Gabriela Maciel Cordeiro, Kelly Christine de Lacerda R. Buzatti, Ana Carolina Parussolo André, Magda Maria Profeta da Luz, Antônio Lacerda Filho, Rodrigo Gomes Da Silva
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: O manejo de neoplasias de reto localmente avançadas requer ressecção cirúrgica radical, de modo que ressecções de órgãos adjacentes frequentemente se fazem necessárias especialmente em casos de recidivas locais. Aproximadamente 50% dos pacientes com recorrência pélvica apresentam o tumor restrito a pelve e são potenciais candidatos a excisão cirúrgica, porém essas ressecções são associadas a alta morbidade, em função da necessidade de exérese em monobloco de estruturas adjacentes. Esse vídeo objetiva demonstrar a técnica de reconstrução vaginal com retalho fasciocutâneo de glúteo.

Descrição do caso: Paciente feminina, 45 anos, história de adenocarcinoma mucinoso de reto tratado inicialmente com excisão local. Após‐um ano, evoluiu com recidiva local, submetida a ressecção anterior do reto com excisão total do mesorreto. Quatro anos após‐a primeira cirurgia evoluiu com nova recidiva pélvica, foi então submetida a amputação abdominoperineal do reto. Cerca de um ano após‐o último procedimento apresentou nova recidiva, com acometimento da parede posterior da vagina, foi então submetida a ressecção em monobloco da lesão com a vagina associada a sacrectomia, além de quimioterapia local com oxaliplatina. No mesmo tempo cirúrgico foi feita confecção de neovagina através de retalho fasciocutâneo de glúteo.

Discussão: O principal objetivo do tratamento cirúrgico do câncer de reto é a ressecção em monobloco de toda neoplasia com margens livres. Quando necessária, a ressecção vaginal deve ser empregada e, quando possível, deve ser ofertada a reconstrução perineal concomitante. O caso em questão demonstra os aspectos técnicos da reconstrução vaginal, procedimento já empregado em seis pacientes com neoplasias avançadas em um centro oncológico brasileiro.

Conclusão: A reconstrução vaginal é factível no mesmo tempo operatório e, além de contribuir para a cicatrização perineal, associa‐se a melhoria da autoimagem corporal, assim como possibilita a vida sexual.

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Journal of Coloproctology

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