Journal Information
Vol. 37. Issue S1.
Pages 41-42 (October 2017)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 37. Issue S1.
Pages 41-42 (October 2017)
TL10‐095
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.394
Open Access
A OBESIDADE REPRESENTA UM FATOR DE RISCO PARA AUMENTO DOS DISTÚRBIOS DO ASSOALHO PÉLVICO?
Visits
...
Doryane Maria dos Reis Limaa, Gustavo Kurachia, Dayanne Alba Chiumentob, Barbara Pereira de Larab, Karina Correa Ebrahimb, Marcieli Schustera, Univaldo Etsuo Sagaea
a Gastroclínica Cascavel, Cascavel, PR, Brasil
b Hospital São Lucas, Cascavel, PR, Brasil
Article information
Full Text

Objetivo: Comparar os achados fisiológicos em pacientes obesos e não obesos através da eletromanometria anorretal (MAR) com queixas de incontinência fecal (IF) e avaliar a prevalência de incontinência urinária (IU) associada.

Método: Estudo retrospectivo que incluiu 84 indivíduos (18‐70 anos) com queixa de IF submetidos ao exame de MAR de janeiro de 2010 a março de 2017. As variáveis analisadas foram sexo, IMC, cirurgias orificiais, parto vaginal, IU associada, pressão de repouso (PR), pressão de contração (PC) e anismus à MAR. Os pacientes foram divididos em dois subgrupos: Grupo I ‐ IMC<30kg/m2 e Grupo II ‐ IMC<30kg/m2. Os dados coletados foram submetidos à análise estatística descritiva (teste t de Student).

Resultados: Grupo I: 14 pacientes (12 mulheres e dois homens), média de 52 anos, IMC médio de 33kg/m2, 57% tinham parto vaginal, 71% cirurgia orificial e 86% IU associada. A média da PR foi de 40mmHg e da PC foi de 94mmHg. Sete pacientes apresentaram hipotonia de repouso e sete, hipotonia de contração. Cinco pacientes apresentaram hipotonia de repouso e de contração associadas. Anismus foi evidenciado em nove pacientes (64%). Grupo II: 70 pacientes (68 mulheres e dois homens), média de 56 anos, IMC médio de 24kg/m2, 60% tinham história de parto vaginal, 79% de cirurgia orificial e 70% IU associada. A média da PR foi de 36mmHg e da PC foi de 101mmHg. Dos pacientes, 46 apresentaram hipotonia de repouso e 50, hipotonia de contração. E 29 apresentaram hipotonia de repouso e de contração associadas. Anismus foi evidenciado em 48 pacientes (69%). Quando foram comparados os grupos, nenhuma variável apresentou diferença estatisticamente significativa.

Conclusão: No grupo estudado, a obesidade não representou fator de risco para aumento da incontinência fecal e urinária.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools