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Vol. 39. Issue S1.
Pages 85 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Abaixamento de cólon tipo swenson cutait para tratamento de complicação de retossigmoidectomia vlp: relato de caso
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F.B. Beraldo, I.R.M.D.A. Lima, I.B Amim, M.V.P.R. Silvino, R.C.D. Galvao, P.S. Rahe, V.C.S. Soares, A.V. Calheiros
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar caso em que o abaixamento de cólon por adaptação da técnica de Swenson‐Cutait teve sucesso terapêutico em complicação cirúrgica de tumor de reto.

Descrição do caso: Homem, 61 anos, diagnosticado com adenocarcinoma de reto médio. Inicialmente estadiado, sem metástase. Submetido a neoadjuvância com quimiorradioterapia com boa resposta e diminuição da lesão. 14 semanas após, realizado retossigmoidectomia videolaparoscópica com ETM, anastomose grampeada a 4cm da borda anal e ileostomia de proteção. Evoluiu em 4° DPO com deiscência da anastomose e coleção pélvica. Submetido a punção local e antibioticoterapia. Alta hospitalar no 16° DPO. Em seguimento ambulatorial, exame proctológico comprovou deiscência anastomótica e permanência de saída de secreção mucopurulenta. Realizado lavagens seriadas, com diminuição da coleção e melhora infecciosa. Três meses após cirurgia inicial, realizado abaixamento laparotômico do cólon e rematuração da ileostomia para resolução da complicação. Em pós operatório, evoluiu com piora clínica e do aspecto do dreno. Reabordado 1 semana depois, evidenciado necrose colônica extensa e peritonite purulenta. Feito novo abaixamento de cólon (direito), sem complicações, com alta hospitalar em 14° DPO. Retossigmoidoscopia ambulatorial mostrou mucosa viável. Colonoscopia de controle com anastomose colônica de bom aspecto. Reinternado dois meses depois para fechamento de ileostomia, com boa evolução.

Discussão: O câncer colorretal é o terceiro mais comum do mundo e a abordagem cirúrgica é pilar essencial na terapêutica curativa. A cirurgia para tumores de reto médio e baixo configura‐se como um desafio devido às dificuldades anatômicas e técnicas para abordagem do tumor e às possíveis complicações decorrentes do procedimento. A escolha da técnica deve ser individualizada, levando‐se em conta fatores relacionados ao tumor (altura, tamanho, biologia molecular), ao paciente (idade, sexo, comorbidades, comprometimento sistêmico) e ao cirurgião (experiência, disponibilidade de recursos). Atualmente, a videolaparoscopia vem ganhando espaço como modalidade eficaz e menos invasiva, sendo a Excisão Total do Mesorreto via transanal o padrão ouro nesses casos. Entretanto, este procedimento não é isento de complicações, sendo as deiscências (precoces e tardias), os abscessos e as fístulas as principais delas. No caso relatado, foi adaptada a técnica de Swenson‐Cutait para tratamento de complicação cirúrgica, possibilitando uma boa evolução do paciente com reconstrução de trânsito posteriormente.

Conclusão: O tratamento cirúrgico do câncer de reto médio baixo ainda é um desafio. A videolaparoscopia ganha espaço na medida que busca melhor resultado oncológico, porém ainda apresenta complicações. Em caso de deiscência, a resolução pode se dar pela técnica tradicional do abaixamento do cólon, apresentando bons resultados.

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Journal of Coloproctology

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