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Vol. 39. Issue S1.
Pages 7 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 7 (November 2019)
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Abdome agudo obstrutivo decorrente de endometriose intestinal: revisão de literatura e relato de caso
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F.P. Gomesa, A.J.T. Alves Juniora, H. Samartine Juniora, B.Y. Kucharskib, G.Z. Teixeirac, V.H. Figueirac, J. Simoes Netoa, J.A. Reis Netoa
a Clínica Reis Neto, Campinas, SP, Brasil
b Faculdade Medicina, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC‐Campinas), Campinas, SP, Brasil
c Hospital PUC‐Campinas, Campinas, SP, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Realizar revisão da literatura e relatar um caso de abdome agudo obstrutivo em paciente com endometriose intestinal.

Descrição do caso: DPN, 41 anos, sem comorbidades. Admitida no serviço de emergência com queixa de dor abdominal difusa, hematúria e disúria há 12h associado à parada da eliminação de gases e fezes. Em seguimento de dor abdominal crônica com coloproctologista há 2 anos sem definição diagnóstica. Ao exame físico: bom estado geral, sem alterações cardiopulmonares, abdome distendido com ruídos preservados, difusamente doloroso e sem sinais de irritação peritoneal, toque retal sem fezes ou sangue em ampola retal e sem massas palpáveis. Tomografia Computadorizada de Abdome Total com espessamento parietal e maior realce mucoso segmentar do íleo distal, estendendo‐se por cerca de 15cm, até próximo da válvula ileocecal. Uma porção desse segmento acometido na região hipogástrica à direita estava “acotovelada”, em íntimo contato, sugerindo aderência, não se podendo afastar fístula, cisto pélvico anexial à esquerda medindo 3,2cm. Colonoscopia constatou estenose em íleo distal e pancoliteenantemática moderada. Paciente submetida a videolaparoscopia diagnóstica evidenciando íleo terminal hiperemiado e edemaciado por cerca de 15cm, estenótico com ponto de fístula na altura da válvula ileocecal e meso de íleo terminal com retração cicatricial/fibrose. Optado por colectomia direita videolaparoscópica com anastomose extracorpórea e enterectomia segmentar de íleo terminal com anastomose latero‐lateral anisoperistáltica.

Discussão e Conclusão(ões): A endometriose acomete cerca de 3% a 19% das mulheres em idade fértil e menos de 5% na pós‐menopausa. Pode ser classificada de acordo com o local de implantação do endométrio ectópico, quando interna à musculatura uterina, denominada adenomiose, ou extra‐uterina. Esta última pode envolver estruturas intraperitoneais, como no caso da endometriose intestinal, desenvolvida em mais de 5% das mulheres com estágios avançados da doença, ou extraperitoneais. A endometriose intestinal ocorre em 5% a 27% dos casos de endometriose. As localizações mais frequentes são: reto (79%), sigmoide (24%), apêndice (19%), íleo terminal (2%), cólon descendente (1%) e ceco (1%). A apresentação clínica encontra‐se dor inespecífica e alterações de hábito intestinal, que, quando dissociados de um quadro clássico, com a tríade de dismenorreia, dispareunia e infertilidade, dificultam o diagnóstico precoce. A apresentação da doença como forma de abdome agudo obstrutivo é uma complicação rara. A videolaparoscopia é considerada o padrão ouro para o diagnóstico, sendo também factível para o tratamento em boa parte dos casos. O acometimento intestinal da endometriose se mostra um desafio diagnóstico devido a fatores inerentes a patologia. Em casos raros pode evoluir para quadro de abdome agudo obstrutivo. Uma vez diagnosticado seu tratamento varia de acordo com fatores inerentes a paciente.

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Journal of Coloproctology

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