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Vol. 38. Issue S1.
Pages 83 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 83 (October 2018)
P34
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.178
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ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO SECUNDÁRIO A TUMOR POLIPOIDE
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Marcus Vinicius Boaretto Cezillo, Marcus Rodrigo Monteiro, Rafaella Christina Gouveia Lauriano, Paula Duarte D’Ambrosio, Hugo Gregoris de Lima
Hospital Municipal Antônio Giglio, Osasco, SP, Brasil
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Introdução: Câncer colorretal (CCR) é bastante raro na infância e o diagnóstico/tratamento precoces constituem um desafio presente. O atraso no diagnóstico tanto do paciente ambulatorial quanto do paciente que chega á emergência podem comprometer a sobrevida, pois as complicações podem evoluir como abdome agudo obstrutivo prejudicando o prognóstico nessa fase da vida. Devido ao fato do comportamento clinico da doença em crianças seguir uma fisiopatologia diferente do adulto, o sub‐diagnóstico pode refletir na sobrevida global do paciente, pois oscânceres infantojuvenis crescem mais rapidamente do que os dos adultos e tornam‐se invasivos, porém respondem melhor ao tratamento.

Descrição do caso: Paciente masculino, 15 anos, com queixa de constipação progressiva de início há 1 ano, em acompanhamento, sendo tratado como “constipação fisiológica”. Chega ao PS por parada de eliminação de fezes e dor abdominal de 4 dias de evolução, acompanhada de distensão leve, vômito e desidratação. Indicada laparotomia exploradora com achado de intussuscepção de cólon esquerdo por tumor bocelado, pediculado, obstruindo toda a luz intestinal. realizada colectomia esquerda devido ao comprometimento de outras áreas com o mesmo tumor pediculado. Paciente evoluiu bem, tendo alta no 6o PO.

Discussão: Apesar de raro, o CCR deve ser diagnóstico diferencial em toda criança com história de alteração do hábito intestinal, recorrente, sem diagnóstico aparente. A maior frequência de outras causas de dor abdominal não urgente associada baixa frequência do CCR podem fazer com que condições que ameaçam a vida e requerem tratamento imediato sejam identificadas tardiamente.É necessário que o doente pediátrico, ao receber avaliação cirúrgica, seja particularizado, pois as diferenças entre o adulto podem gerar fator de confusão atrasando o tratamento específico.

Conclusão: Constipação persistente inexplicada e distensão abdominal são sinais que merecem atenção e uma investigação direcionada para CCR. A ausência da suspeição pode levar ao atraso no tratamento e comprometimento da sobrevida nesses pacientes. Portanto, uma investigação ambulatorial direcionada para alteração de hábito intestinal de origem neoplásica pode evitar a necessidade de cirurgia em caráter de urgência e o atraso na identificação dessa condição em crianças, cuja apresentação pode variar, simulando desde doenças comuns da idade a abdome agudo obstrutivo.

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Journal of Coloproctology

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