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Vol. 37. Issue S1.
Pages 84-85 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 84-85 (October 2017)
P‐027
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.028
Open Access
ABORDAGEM CIRÚRGICA NA POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR AVANÇADA
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Saulo Cavalieri Pereira, Veridiana Andrade Pires de Campos, Marcio Nucci dos Santos, Lucas Garcia de Oliveira, Marcela Boraschi Marçal, Faber Henrique Caccia
Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Jundiaí, SP, Brasil
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Relato de caso: A.O.V.S., masculino, 31 anos, ex‐etilista e ex‐drogadito, acompanhamento devido a diarreia, perda ponderal (8kg/mês) e dor abdominal em fossa ilíaca esquerda havia um mês. Fora solicitada colonoscopia que identificou inúmeros pólipos, feitas polipectomias. Descritos pólipos adenomatosos tubulovilosos com displasia de baixo grau. Programada nova colonoscopia, devido a preparo inadequado, a qual não transpôs a transição descendente‐sigmoide, devido a estenose completa. Optou‐se por internação hospitalar, dosagem de marcadores tumorais (CEA: 1.161,7, CA19.9: 4.415,4) e estadiamento tumoral com TCs de tórax, abdome e pelve com contraste: nódulos não calcificados dispersos pelo parênquima pulmonar bilaterais, sugestivos de etiologia secundária; múltiplos nódulos hepáticos, o maior media 5,5 x 4,3cm no segmento II/III e espessamento subestenosante nas alças de sigmoide com cerca de 5,3cm, associado a múltiplos linfonodos mesenteriais com cerca de 1,3cm. Indicada abordagem cirúrgica via laparotômica e colectomia total com ileostomia terminal. Inventário da cavidade apresentava tumoração estenosante, infiltrativa e ulcerada em transição retossigmoide; múltiplos nódulos hepáticos. Feitas biópsias; ausência de carcinomatose. Procedimento feito sem intercorrências. Evoluiu satisfatoriamente bem, recebeu alta no nono dia pós‐ operatório. Como resultado histopatológico pós‐operatório: adenocarcinoma bem diferenciado invasivo e ulcerado, media cerca de 3cm, invadia a serosa, sem invasão vascular sanguínea e linfática. Ressecados 52/7 linfonodos. Biópsia hepática evidenciou adenocarcinoma metastático com margem cirúrgica livre.

Discussão: Quando se trata de um tumor T4N2M1, a colectomia total se mantém uma conduta viável frente à polipose adenomatosa familiar estenosante. Atualmente a ressecção é considerada padrão‐ouro no tratamento das metástases hepáticas, porém a presença de quatro ou mais metástases hepáticas, com margens exíguas e incapacidade de ressecar a doença por completo, tem sido considerada contraindicação à hepatectomia, naquelas condições a hepatectomia está associada a uma taxa de sobrevida de cinco anos de 33%, apesar de uma taxa de recidiva de 80%. No caso das lesões pulmonares, é indicada ressecção desde que não se reconheçam lesões em outros locais.

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Journal of Coloproctology

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