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Vol. 37. Issue S1.
Pages 160-161 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 160-161 (October 2017)
P‐204
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.205
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ABORDAGEM FRENTE A UM MEGACÓLON TÓXICO
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Valesca de Souza Ueoka, Malu Aeloany Dantas Sarmento, Paula Chrystina Caetano Almeida Leite, Raniere Rodrigues Isaac, Helio Moreira Júnior, José Paulo Teixeira Moreira, Caroline Lima de Oliveira
Hospital das Clínicas de Goiás, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
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Objetivo: O megacólon tóxico é uma complicação conhecida e potencialmente fatal. As taxas de mortalidade variam entre 0 a 45% e dependem da doença de base. Diante disso, o objetivo do trabalho é avaliar, através do exame físico, laboratorial e exames de imagem, qual seria a melhor abordagem frente a um quadro de megacólon tóxico.

Método: Comparação entre dois casos clínicos que envolveram pacientes com doença inflamatória intestinal, um tratado clinicamente e o outro com cirurgia.

Resultado: A paciente A.O.S, 22 anos, portadora de retocolite ulcerativa (RCU), internada por dor abdominal intensa em cólica, associada a diarreia, hematoquezia, perda de peso, vômitos e distensão abdominal, foi submetida a tratamento conservador que envolveu dieta zero, NPT, hidratação, antibioticoterapia, corticoide endovenoso e retal e mesalazina via oral e modulen, evoluiu com melhoria das queixas, diminuição da distensão e com queda importante dos leucócitos, recebeu alta após 14 dias. Reinternou 12 dias depois, apresentava diarreia, astenia, queda dos valores hematimétricos e dor em abdômen inferior, foi novamente submetida ao tratamento clínico, inclusive NPT e probióticos, e iniciados azatioprina e infliximabe. Evoluiu bem, rebeu alta após 27 dias. A paciente G.B.C.G, 16 anos, portadora de RCU, apresentava dor abdominal intensa em cólica, distensão abdominal e diarreia, foi submetida ao tratamento conversador por 72 horas, com dieta zero, NPT, hidratação, antibioticoterapia, mesalazina oral e retal, azatioprina oral e corticoide endovenoso. Evoluiu com pioria da leucocitose, queda dos valores hematimétricos, queda do estado geral, febre, taquicardia, taquipneia, pioria da distensão e da dor abdominal e aumento da dilatação do cólon na radiografia. Foi submetida a colectomia total com ileostomia. Evoluiu sem complicações, recebeu alta.

Conclusão: No megacólon tóxico a conduta inicial deve ser a correção dos distúrbios fisiológicos, a abordagem cirúrgica é precoce, na ausência de melhoria, fundamental para o melhor prognóstico.

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Journal of Coloproctology

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