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Vol. 37. Issue S1.
Pages 134-135 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 134-135 (October 2017)
P‐143
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.144
Open Access
ABORDAGEM TERAPÊUTICA COMBINADA EM PACIENTE PEDIÁTRICO COM DOENÇA HEMATOLÓGICA E INFECÇÃO PERIANAL
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Cinara Martins de Oliveira, Tayná Pereira Magalhães, Isabela Roveratti Spagnol
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Introdução: A infecção anorretal em pacientes neutropênicos tem alta mortalidade. O tratamento padrão não tem resultados satisfatórios, com falha em ate 30% dos casos. A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) melhora a vascularização e a oxigenação tecidual, é uma terapia adjuvante ao tratamento das lesões infecciosas de partes moles.

Relato de caso: J.C.S., feminino,15 anos, natural da Bahia, residente em São Paulo. Internada para tratamento de leucemia promielocítica aguda que complicou com neutropenia febril, evoluiu para sepse com hemocultura positiva persistente para Klebisiella pneumoniae, resistente, em uso de ampla cobertura antibiótica. História pregressa de diarreia por Clostridium dificile e colite neutropênica. Evoluiu com quadro de dor em região anal com 15 dias de duração, apresentou abscesso local, de drenagem espontânea. Ao exame apresentava‐se com ferida perianal de 3cm no maior eixo, com área de necrose e dor intensa, além de trajeto fistuloso com drenagem para a lesão. RNM evidenciou trajeto fistuloso na região perianal esquerda, com orifício interno às 5 horas e importante obliteração da gordura na fossa isquiorretal esquerda. Mantida cobertura antibiótica e feito debridamento cirúrgico da necrose, sem explorar o trajeto fistuloso. Não feita ostomia derivativa, mas optou‐se pela terapia enteral e oxigenoterapia hiperbárica para adjuvância na cicatrização da ferida, com 20 sessões. Evoluiu de forma favorável e recebeu alta hospitalar no 32° dia de pós‐operatório com controle da infecção perianal. A ampla cobertura antibiótica, associada ao debridamento cirúrgico, sem maiores ressecções teciduais, mostrou‐se eficaz no controle infeccioso e a associação com a oxigenoterapia mostrou‐se favorável, levou a um melhor controle tanto do foco infeccioso como da cicatrização tecidual.

Conclusão: A associação de tratamentos mostrou‐se favorável, é uma opção importante a fim de evitar terapias mais agressivas como a ostomia derivativa.

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Journal of Coloproctology

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