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Vol. 39. Issue S1.
Pages 79 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Abordagem terapêutica de fístula reto uretral em paciente com doença de crohn
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R.M. Siqueira, R.V. Beust, L.S. Leme, P.E.M. Hespanha, M. Castro, D.T. Kanno, D.C. Silva, C.A.R. Martinez
Hospital Universitário São Francisco de Assis (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Demonstrar e relatar a abordagem terapêutica em paciente com diagnóstico prévio de doença de crohn e complicação com fístula reto‐uretral.

Descrição do caso: L.A.S., 27 anos, masculino, com diagnóstico de doença de crohn há dois anos e tratamento prévio com mesalazina 400mg/dia. Deu entrada no serviço universitário por dor em região de hipogástrio associada, eliminação de urina via retal e perda ponderal de 8kg/1 mês. Negou pneumatúria. Paciente sem outras comorbidades. Ao exame físico: Regular estado geral, com abdome plano e flácido e doloroso à palpação profunda de hipogástrio. Exame proctológico com úlcera acometendo períneo com sinais flogísticos. Realizada colonoscopia que demonstrou intensa atividade da doença inflamatória pré‐ existente englobando o cólon transverso com componente perianal. Devido queixa anterior optado por uretrocistografia que evidenciou uma fístula reto‐uretral em uretra membranosa anterior e posterior. Na ocasião, foi proposto terapêutica com sondagem vesical de demora por tempo prolongado (três meses), em concomitância com mudança das medicações, sendo indicada a inserção de azatioprina 100mg/dia e terapia biológica com infliximabe.

Discussão: A doença de crohn apresenta um padrão de acometimento de todo trato gastrointestinal e tem sua etiologia ainda não totalmente esclarecida. Os pacientes podem evoluir com complicações importantes, como fístulas, estenoses e abdome agudo perfurativo ou obstrutivo. No caso descrito, L.A.S. estava com tratamento com mesalazina em dose inadequada inicialmente. Quando foi avaliado no serviço universitário, percebeu‐se a necessidade de nova colonoscopia e avaliação da urologia quanto à possibilidade de fístula. Mediante uretrocistografia, onde foi notada lesão de uretra membranosa optamos por tratamento conservador com sonda vesical de demora e otimizar as medicações com inserção de azatioprina e infliximabe. Uma terapia que tem tido eficácia significativa no tratamento das complicações perineais da Doença de Crohn e remissão clínica completa, são os imunobiológicos. O infliximabe é um anticorpo monoclonal quimérico, que atua inibindo o fator de necrose tumoral, sendo assim, regride o processo inflamatório e, consequentemente, o estresse oxidativo. Outro local de atuação desta medicação é no linfócito T, mediando à recuperação da integridade da barreira epitelial e indução da mobilidade de fibroblasto presentes no epitélio intestinal, favorecendo a cicatrização de lesões.

Conclusão: Paciente apresentou tratamento clínico completo da fístula reto‐vaginal após uso de sonda foley e após terapêutica com imunobiológico. Hoje mantem tratamento com azatioprina e com infliximabe e com controle clínico da DC.

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Journal of Coloproctology

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