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Vol. 39. Issue S1.
Pages 53 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Abscesso de psoas como manifestação de doença de crohn
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N.l.o. Zeitoun, J.m.p.d. França, H.t. Vasconcelos, F.q. Aratani, I.f.d. Arruda, M.g.d.d. Lima, K.a. Janones, M.d.s. Machado
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Cuiabá, MT, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar caso clínico de Doença de Crohn com manifestação através de abscesso de psoas.

Descrição do caso: H.M.R., masculino, 23 anos, em internação hospitalar relatando que há 2 meses iniciou dor abdominal e diarreia com perda ponderal. Foi então diagnosticado com Doença de Crohn e fez uso de prednisona 40mg/dia durante 7 dias, quando cessou a diarreia. Porém teve piora da dor abdominal, concentrando agora em FID com irradiação para região femoral direita. Evoluiu com abaulamento progressivo na região, com sinais flogísticos, além de febre e queda do estado geral. Foi admitido em nosso serviço com sinais de sepse e em posição antálgica com coxa direita fletida, impossibilitando a deambulação. Identificou‐se área de flutuação em ápice de nariz, em região axilar direita e também em limite inferior de FID estendendo‐se até região inguinal direita. O abdome era flácido, doloroso à palpação em hemiabdome direito porém sem sinais de irritação peritoneal. Entero‐TC evidenciava abscesso retroperitoneal a direita, em íntima relação com a musculatura do psoas, com extensão para parede abdominal na FID. Além disso, densificação da gordura mesentérica e de alças intestinais delgadas junto ao ceco. Estabeleceu‐se diagnóstico de abscesso de músculo psoas associado a quadro séptico. Foi realizada drenagem imediata de todos os locais de abscesso, quantificado em 1.000mL o volume do conteúdo drenado em incisão inguinal e instituída terapia antimicrobiana. Evoluiu com melhora clínica, mas em TC de controle mantinha coleção heterogênea residual, associada a importante borramento dos planos adiposos adjacentes, bem como líquido livre e linfonodomegalias. Teve piora clínica e laboratorial nos dias seguintes e optou‐se por laparotomia para nova drenagem além de ileocolectomia parcial direita com anastomose íleo‐ascendente latero‐lateral. Evoluiu bem e recebeu alta hospitalar em 14° PO para acompanhamento ambulatorial.

Discussão e Conclusão(ões): O abscesso de psoas (AP) é definido como uma coleção purulenta no compartimento do músculo iliopsoas. É evento raro e pode ser classificado como primário (via linfática ou hematogênica) ou secundário (por contiguidade). Dentre as causas secundárias, destacam‐se aquelas relacionadas ao trato gastrointestinal, em especial à Doença de Crohn (DC). A incidência de AP como manifestação da DC é estimada entre 0,4 e 4,3%, é mais comum no sexo masculino e possui correlação positiva com atividade da ileocolite. As manifestações clínicas podem ser inespecíficas e incluem dor lombar ou em flancos com ou sem irradiação para quadril ou coxas, massa inguinal e febre. A investigação deve ser complementada com exames laboratoriais e de imagem e o tratamento é quase sempre cirúrgico. Como dor articular é uma manifestação extra‐intestinal relativamente comum da DC, sua associação no abscesso de psoas pode mascarar e retardar ainda mais o diagnóstico desta condição. Portanto, é importante ter um alto grau de suspeição clínica em pacientes com DC e dor em quadril.

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Journal of Coloproctology

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