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Vol. 39. Issue S1.
Pages 65-66 (November 2019)
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Achado de leiomioma colônico em paciente pré operatório de hemorroidectomia com queixa de hematoquezia
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R.V. Beust, T.B.M. Santos, E.C. Pereira, R.M. Siqueira, J.K.Y. Palma, B.A.J. Costa, D.T. Kanno, C.A.R. Martinez
Universidade São Francisco (USF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O presente estudo relata caso de paciente com achado de lesão em cólon do tipo histológico compatível com leiomioma em paciente com queixa de hematoquezia em pré operatório de hemorroidectomia. O objetivo foi relatar o caso em literatura, pois se trata de um achado endoscópico em localização rara.

Descrição do caso: Paciente masculino, 62 anos, antecedente de Diabetes Mellitus tipo 2 e Hipertensão Arterial Sistêmica, é encaminhado ao ambulatório de Coloproctologia devido sangramento vivo nas fezes há 2 anos. Ao exame proctológico: esfíncter normotônico, mucosa lisa, ausência de sangramentos e presença de 3 mamilos hemorroidários grau IV em posições clássicas. Exames laboratoriais sem alterações. Foi submetido à colonoscopia que revelou lesão de crescimento lateral espraiada (LST), com superfície granular de 12mm de diâmetro, sugestivo de lesão mesenquimal de células fusiformes, em cólon ascendente. Realizada injeção de soro fisiológico e feita mucosectomia sem intercorrências com alça diatérmica. A análise histológica da peça foi sugestiva de lesão mesenquimal de células fusiformes com glândulas de diâmetros variados, revestido de epitélio sem atipias, proliferação de fibras alongadas com monotonia nuclear, estiramento e edema de permeio. Não sendo possível diferenciar a lesão de leiomioma ou tumor gastro‐intestinal (GIST), foi realizada então imuno‐histoquímica para pesquisa complementar. Nesse último, há expressão de desmina e negatividade para demais marcadores, ausência de atipias, focos de necrose ou figuras de mitose. Sendo todos esses achados compatíveis com leiomioma.

Discussão: Anteriormente os leiomiomas eram considerados GISTs. Apesar de ambos serem tumores de tecidos moles, atualmente, os leiomiomas possuem uma identidade própria baseada em um padrão imuno‐histoquímico. Os leiomiomas são positivos para actina e desmina e ao contrário dos GISTs, negativos para CD34 e CD117. Os leiomiomas podem ser encontrados em diferentes locais da musculatura lisa do cólon como a muscular da mucosa, a muscular própria e o músculo liso da parede de vasos na submucosa. O tratamento depende da localização, para tumores originários da muscular da mucosa, acima da camada submucosa, a ressecção endoscópica pode ser feita com segurança. Já tumores encontrados na submucosa, a ressecção cirúrgica é o padrão ouro.

Conclusão: O cólon é um lugar raro para aparecimento de leiomiomas e até então, há poucos casos relatados na literatura mundial. Dois passos são principais para o manejo do leiomioma. O primeiro é a realização da imuno‐histoquímica para fechar o diagnóstico e o segundo é saber localização da lesão para a melhor escolha terapêutica, tendo em mente que apesar da lesão apresentar casos raros em que há degeneração maligna, ela pode ser causadora de sangramento, obstrução e/ou intussuscepção intestinal se se tornar de maiores dimensões.

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Journal of Coloproctology

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