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Vol. 37. Issue S1.
Pages 31-32 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 31-32 (October 2017)
TL7‐072
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.371
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ACHADOS CLÍNICOS E ULTRASSONOGRÁFICOS DAS FÍSTULAS ANAIS: HÁ CORRELAÇÃO ENTRE OS ACHADOS CIRÚRGICOS E A REGRA DE GOODSALL?
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Yvanna Lopes Carvalhal, Graziela Olívia da Silva Fernandes, João Batista Pinheiro Barreto, Rosilma Gorete Lima Barreto, Maura Tarciany Coutinho Cajazeiras de Oliveira, Nikolay Coelho Mota, Débora Pinheiro de Andrade
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU‐UFMA), São Luís, MA, Brasil
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Introdução: A fístula anal é definida como um trajeto anômalo que interliga dois epitélios. A ultrassonografia anorretal tornou‐se um método útil no diagnóstico e na diferenciação de fístulas simples e complexas.

Objetivo: Avaliar os achados clínicos e ultrassonográficos das fístulas anais e verificar se há correlação com os achados cirúrgicos e a regra de Goodsall.

Método: Estudo prospectivo que avaliou pacientes>18 anos com diagnóstico de fístula anal submetidos a cirurgia, de janeiro/2016 a abril/2017. Os dados coletados foram sexo, idade, classificação da fístula, tipo de trajeto, localização do orifício interno (OI) e externo (OE) avaliados pela ultrassonografia endorretal tridimensional (US3D) e a correlacão com os achados cirúrgicos e a regra de Goodsall.

Resultados: Fizeram US3D anorretal 105 pacientes no período do estudo, 51 não foram incluídos pois não haviam feito o procedimento cirúrgico. Os pacientes incluídos no estudo foram 54, 44 (81,4%%) homens (média de idade 44,11 [15‐72] anos) e 10 (18,6%) mulheres (média de idade 38,6 [24‐50] anos). Das 44 (81,4%) fístulas transesfinctéricas, 36 (81,8%) eram homens e oito (18,2%) mulheres. Das 10 (18,6%) fístulas interesfinctéricas, oito (80%) eram homens e dois (20%) eram mulheres. A concordância entre a US‐3D e os achados cirúrgicos para o tipo de fístula, trajeto e a posição do orifício interno foi de 100%. Dos 54 pacientes, 35 (64,8%) apresentavam OE (orifício externo) com menos de 3cm da margem anal, 7/35 (20%) foram classificados como fístula interesfinctérica anterior e 85,7% drenavam para mesma cripta; 17/35 (48,5%) eram fístula transesfinctérica posterior e 88,2% drenavam às 6h; 10/35 (28,5%) foram classificadas como fístula transesfinctérica anterior (30% drenavam na mesma cripta). Um (3%) foi classificada como fístula interesfinctérica posterior e drenou às 6h.

Conclusão: Os achados ultrassonográficos têm excelente correlação com os cirúrgicos. A regra de Goodsall não teve boa correlação nas fístulas transesfinctéricas anteriores.

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Journal of Coloproctology

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