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Vol. 39. Issue S1.
Pages 135 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Adenocarcinoma de apêndice na doença de crohn
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R.K. Romero, F.D.S.B. Baraúna, P.G. Kotze, E.F. Miranda, D. Londoño, R.V. Ropelato
Hospital Universitário Cajuru (HUC), Curitiba, PR, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar caso de paciente portadora de Doença de Crohn (DC) ileocólica grave desde 2007, com intratabilidade clínica e estenose da válvula ileocecal, submetida a colectomia total, com diagnóstico de adenocarcinoma de apêndice cecal no estudo anatomopatológico.

Descrição do caso: Paciente feminina, 29 anos, com diagnóstico de pancolite de Crohn desde os 18 anos. Realizou tratamento clínico com imunossupressor e diversas classes de imunobiológicos, sem remissão clínica/endoscópica ao longo dos anos, evoluindo com estenose da válvula ileocecal diagnosticada em enterotomografia e colonoscopia. Foi então submetida a colectomia total com ileostomia terminal. No estudo anatomopatológico, observou‐se adenocarcinoma de apêndice cecal pT3 N0 (0/129) Mx com invasão do ceco.

Discussão e Conclusão(ões): As neoplasias de apêndice cecal representam apenas cerca de 0,5% de 1% das neoplasias intestinais, sendo em sua maioria, tumores neuroendócrinos. A maioria dos adenocarcinomas do apêndice é diagnosticada em espécimes de apendicectomia. Portanto, os procedimentos de estadiamento se referem principalmente ao estadiamento pós‐operatório e não ao pré‐operatório. Várias séries retrospectivas não controladas sugerem que a sobrevida é melhor com a hemicolectomia em comparação com a apendicectomia simples. Um papel para quimioterapia adjuvante para o adenocarcinoma do apêndice não foi definitivamente estabelecido. Pacientes com doença inflamatória intestinal (DII) têm um risco aumentado para a ocorrência de neoplasia colorretal em áreas afetadas, especialmente em pacientes com doença longa e extensa. A DII é caracterizada por ciclos repetitivos de inflamação aguda, que podem gerar radicais livres e outras substâncias tóxicas, e causar danos no DNA e mutação, levando à neoplasia. Em pacientes com DC, cânceres colorretais e carcinoides também ocorrem em áreas não afetadas, talvez resultando de mediadores pró‐inflamatórios distantes, em vez de um efeito inflamatório local de DC adjacentes. Embora a inflamação apendicular ocorra histologicamente em 40% a 86% dos espécimes de colectomias de pacientes com DII (40% a 52% na DC), neoplasias de apêndice cecal foram relatados com pouca frequência, e a noção de associação direta entre DII e neoplasia do apêndice é especulativa. Considerando que as neoplasias de apêndice cecal podem ser secundárias à doença de Crohn, recomenda‐se vigilIância rigorosa nos pacientes com alterações em exames de imagem e maior tempo de duração da doença.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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