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Vol. 39. Issue S1.
Pages 87-88 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 87-88 (November 2019)
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Adenocarcinoma de colón em gestante: relato de caso
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M.M.P.D. Alencar, A.C.D. Aquino, J.A.G. Bandeira, B.S.D.A. Espíndola, J.S. Duarte, D.M.C. Junior, I.A.N.D. Oliveira
Hospital Regional de Juazeiro, Juazeiro, BA, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Neste relato os autores descrevem o caso de uma paciente com adenocarcinoma de cólon descoberto na primeira metade da gestação, objetivando discutir o melhor momento para abordagem cirúrgica, sem trazer prejuízos ao feto.

Descrição do caso: J.D.S.C., 30 anos, com queixa de dor tipo cólica em fossa ilíaca esquerda há 02 anos, com piora há 03 meses, associada à adinamia e perda ponderal (4kg). Referia ritmo intestinal regular. Sem história familiar de câncer colorretal. Ao exame, encontrava‐se hipocorada (+/4+), com massa palpável em abdome inferior à esquerda. Submetida à colonoscopia que mostrou lesão estenosante em cólon descendente, cuja biópsia evidenciou adenocarcinoma moderadamente diferenciado. TC de abdome visualizou tumoração em descendente, fígado sem lesões, além de útero aumentado, complementado com US TV que mostrou saco gestacional íntegro, com embrião vivo e gestação de 10 semanas, sendo o status gravídico descoberto neste momento. Após discussão sobre o caso foi optado por colectomia oncológica. Submetida em 22/03/2019 a colectomia esquerda aberta com anastomose primária mecânica, sem intercorrências. Evoluiu bem, recebendo alta no 5 DPO com dejeções presentes. O anatómo‐patológico mostrou adenocarcinoma ulcerado, moderadamente diferenciado, infiltrando até subserosa, margens distal e proximal livres, sem invasão perineural, mas com invasão vascular e angiolinfática, além de linfonodos livres de doença. Estadiamento: T3N0M0. Encaminhada ao oncologista

Discussão e Conclusão(ões): Vários desafios envolvem casos de câncer na gravidez, incluindo o diagnóstico, pois os sinais e sintomas podem ser mal interpretados como próprios da gestação. Além de que a própria investigação tende a ser menos invasiva, objetivando o bem‐estar fetal. O ponto importante se faz em relação à definição do melhor momento para abordagem da doença na gestante e/ou interrupção da gravidez. Em relação aos exames de imagem, a US e a RNM da pelve e abdome são inócuas, já o enema opaco e a TC são contraindicados. O tratamento envolve aspectos como: idade gestacional, estadiamento tumoral, e a preservação da fertilidade. Até a primeira metade da gestação deve ser realizado como o de uma paciente não‐grávida. Na segunda metade da gestação, deve‐se aguardar a viabilidade fetal e realizar a cirurgia após o parto. A via de parto segue indicações obstétricas, sendo que, caso haja necessidade de realização de cesárea, a ressecção tumoral pode ser feita no mesmo tempo, ou pode ser adiada para que ocorra regressão uterina. As principais drogas utilizadas na quimioterapia adjuvante são o 5‐fluouracil e levamisol, que associado à cirurgia curativa tem trazido bons resultados para pacientes com tumores Dukes C. O prognóstico é pior nas gestantes, em decorrência do retardo do diagnóstico. Porém, o que se pode dizer é que a gravidez em si não altera o curso biológico da doença, uma vez que a sobrevida é similar em gestantes e não‐gestantes desde que comparados com grupos iguais em relação à idade, estádio e tipo histológico.

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Journal of Coloproctology

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