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Vol. 38. Issue S1.
Pages 95-96 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 95-96 (October 2018)
P62
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.205
Open Access
ADENOCARCINOMA DE CÓLON TRANSVERSO COM LESÕES SINCRÔNICAS GIGANTES DE CÓLON DESCENDENTE (SUBOCLUSIVA) E RETO MÉDIO, COM LESÃO HEPÁTICA METASTÁTICA ÚNICA
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André Antonio Abissamraa,b, Thiago Maicon Matos de Oliveira Rodriguesa,b, Matheus Carpenedo Frarea,b, Rossini Fernandes Lyriaa,b, Henrique Victor Ruania,b, Genaina de Oliveiraa,b, Caroline Hirayamaa,b
a Hospital Regional de Presidente Prudente, Presidente Prudente, SP, Brasil
b Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), Presidente Prudente, SP, Brasil
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Relato de caso: Paciente com polipose de cólon e reto, com pelo menos quatro lesões, sendo dois pólipos gigantes, um deles localizado em reto médio, medindo cerca de 7cm, uma neoplasia subestenosante de transição descendente‐sigmóide medindo 6cm, ocupando de 80% da luz, dificultando a progressão do aparelho, impedindo avaliação endoscópica além do cólon transverso. Havia ainda outros dois pólipos com até 3cm no segmento avaliado. Tomografias mostraram apenas lesão secundária hepática isolada no segmento III, as lesões descritas e não identificaram outras lesões. Foi realizada mucosectomia de reto, com intenção de preservação do reto. A biopsia da lesão de reto revelou adenoma viloso em reto médio com diâmetro máximo de 8,7cm, com intenso grau de atipia citoarquitetural com margens cirúrgicas livres. Optou‐se pela colectomia total+hepatectomia, após a mucosectomia do reto e confecção da íleo‐reto anastomose, considerando a boa condição clínica do paciente, sua idade avançada, o estado do esfíncter anal e a benignidade da lesão do reto, visando a melhor adaptação fisiológica e qualidade de vida do paciente. No intraoperatório foi realizada a palpação do cólon e identificado uma grande lesão neoplásica no cólon transverso próximo ao ângulo hepático, segmento não visualizado na colonoscopia e não revelado pelas tomografias. O anatomopatológico da peça cirúrgica confirmou que a lesão de cólon transverso (inicialmente oculta) tratava‐se de um adenocarcinoma moderadamente diferenciado, infiltrante até tecido adiposo pericólico, medindo cerca de 7cm em seu maior eixo. Além disso, as outras lesões revelaram‐se adenomas tubulovilosos (3,3cm e 4cm) com intenso grau de atipia, com margens cirúrgicas livres.

Discussão: A remoção de todos ou a maioria dos segmentos do cólon e anastomose do intestino ao reto superior ou cólon sigmóide compreende uma operação mais extensa, permitindo uma anastomose direta. O procedimento deve ser considerado quando a obstrução distal impede avaliação do cólon proximal, havendo ainda sintomas obstrutivos que impedem a cirurgia em condições minimamente higiênicas.

Conclusão: Casos complexos de neoplasias colorretais com tumores sincrônicos com envolvimento do reto médio e baixo são desafios ao cirurgião, devido à escolha da melhor opção terapêutica e suas implicações funcionais envolvidas, no caso em questão embora houvesse limitações das informações desejadas, a sequência decisões revelou‐se acertada do ponto vista oncológico e funcional.

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Journal of Coloproctology

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