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Vol. 37. Issue S1.
Pages 105 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 105 (October 2017)
P‐074
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.075
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ADENOCARCINOMA DE RETO SIMULANDO ENDOMETRIOSE DE SEPTO RETOVAGINAL: RELATO DE CASO
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Ricardo Everton Dias Mont Alverne, Sthela Murad Regadas, Leonardo Robson Pinheiro Sobreira Bezerra, Carolina Murad Regadas, Felipe Ramos Nogueira, Benjamin Ramos Neto, Luís Bernardo Mendes Varela Moreira
Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
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Introdução: A endometriose de septo retovaginal é definida por um processo cicatricial extenso em fundo de saco posterior com obliteração da sua porção inferior e união das porções inferior de útero ao reto, com invasão de tecido endometrial em reto e colo uterino. Pode ser dividida em três tipos, o tipo I é área pélvica de lesão típica ou atípica envolta por tecido cicatricial, o tipo II com lesão formada por retração do reto que envolve lesão típica e tipo III com nódulo endometriótico que infiltra o septo retovaginal. O diagnóstico é eminentemente cirúrgico e o tratamento clínico ainda é controverso.

Descrição do caso: Paciente, 38 anos, apresentava dor anal constante, com lesão infiltrativa retovaginal, ultrassom Endonal 3D evidenciou lesão que acometia o septo retovaginal em reto inferior. Fez biópsia excisional que evidenciou neoplasia fusocelular com áreas adenomatoides, foi conduzida como adenomioma mülleriano. Foi submetida a ressecção cirúrgica extensa, com preservação de esfíncter anal e exteriorização de coto retal transanal para posterior reconstrução, feita após quatro semanas. Histopatológico evidenciou adenocarcinoma moderadamente diferenciado residual. Paciente apresentou boa evolução, sem necessidade de tratamento adjuvante.

Discussão: A endometriose profunda é definida por lesão que penetra mais de 5mm, apresenta comportamento agressivo. Devido a seu diagnóstico complexo, esse deve ser cirúrgico. No entanto, clinicamente pode se apresentar com protalgia, puxo e tenesmo, além de diarreia, geralmente relacionados a menstruação, pode gerar confusão com doenças proctológicas. Seu tratamento é cirúrgico e consiste em ressecção das lesões endometrióticas, com preservação das áreas saudáveis, deve ser feita avaliação de outros órgãos para presença de lesões externas.

Conclusão: O diagnóstico de endometriose de septo retovaginal é complexo e tem incidência crescente, deve ser essencialmente cirúrgico, pode se confundir com adenocarcinoma de reto.

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Journal of Coloproctology

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