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Vol. 39. Issue S1.
Pages 127-128 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 127-128 (November 2019)
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Adenocarcinoma em ileostomia em paciente com polipose adenomatosa familiar submetida à proctocolectomia: relato de caso
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MdLS. Ayrizono, P.N. Moraes, N.S. Mukai, M.G. Camargo, R.F. Leal, C.A.R. Martinez, J.J. Fagundes, C.S.R. Coy
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré-malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar caso de uma paciente com adenocarcinoma em ileostomia após proctocolectomia total e ileostomia definitiva devido Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) e adenocarcinoma do reto distal.

Descrição do caso: Mulher, 62 anos, com antecedente de proctocolectomia total e ileostomia terminal por PAF e neoplasia de reto há 29 anos, apresentava queixa de aparecimento de tumoração e sangramento no estoma há 6 meses. Ao exame físico, havia presença de lesões polipoides, de superfície irregular, na ileostomia e junto à junção mucocutânea. Realizada biópsia incisional que demonstrou adenocarcinoma bem a moderadamente diferenciado com área de produção mucinosa. Endoscopia digestiva alta revelou adenoma tubular com displasia de baixo grau em papila duodenal. PET-CT apresentava área de hipermetabolismo apenas junto ao estoma (SUV 1h = 9,0 e 2h = 11,0). A paciente foi submetida à cirurgia com ressecção da ileostomia juntamente com a pele adjacente, subcutâneo, parede abdominal e íleo terminal com seu mesentério, sendo confeccionada novo estoma em fossa ilíaca esquerda, evoluindo sem intercorrências. O anatomopatológico evidenciou foco de adenocarcinoma bem diferenciado em adenoma túbulo-viloso na junção mucocutânea e presença de um linfonodo sem acometimento neoplásico (estadiamento patológico: pT1a N0). A paciente se encontra assintomática após 6 meses da cirurgia.

Discussão e Conclusão(ões): O desenvolvimento de adenocarcinoma em ileostomia é raro. Os sinais/sintomas incluem: aparecimento de tumoração ou lesões polipoides no estoma, ocorrência de sangramento e obstrução intestinal. Muitos fatores têm sido implicados na transformação maligna: metaplasia colônica e displasia da mucosa ileal, irritação crônica devido a trauma físico ou químico, mudança da flora bacteriana local, predisposição a formação de adenomas intestinais nos pacientes com PAF e malignização de um adenoma benigno pré-existente. O tempo médio entre a confecção da ileostomia e o surgimento do câncer costuma ser longo, desenvolvendo-se comumente na junção mucocutânea, sendo o adenocarcinoma o tipo histolológico mais frequente. Não há descrição na literatura de acometimento linfonodal nestes pacientes. A suspeição clínica é importante uma vez que 30% das biópsias são negativas para carcinoma. A ileoscopia pode ajudar no diagnóstico, já o nível sérico do antígeno carcinoembrionário não é relevante. O tratamento de escolha é a cirurgia com ressecção em bloco do estoma juntamente com a parede abdominal, íleo terminal com seu mesentério e confecção da ileostomia no lado contralateral. Conclusão: Apesar da raridade da ocorrência de adenocarcinoma em ileostomia após a proctocolectomia na PAF, o risco de desenvolver o câncer aumenta com o tempo de confeccção do estoma. Portanto, vigilância é importante, principalmente nos pacientes com ileostomia de longa duração.

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Journal of Coloproctology

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