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Vol. 39. Issue S1.
Pages 115 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Adenocarcinoma mucinoso de reto: Relato de caso
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L.C. Koenow, P.C. Castro Junior, R.C. Fonseca, F.L. Paulo, L.F.P. Fraga, L.B. Silva, P.D. Medrado
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Demonstrar uma das possíveis apresentações do adenocarcinoma mucinoso, uma apresentação atípica, bem como a dificuldade no diagnóstico histopatológico e a necessidade de não subestimar a clínica e os sinais do exame físico em pacientes jovens que inicialmente não entrariam no espectro de investigação para a presença do adenocarcinoma de reto.

Descrição do caso: Paciente de 42anos previamente hígida, a qual procurou atendimento devido a dor anal de forte intensidade e hematoquezia. Ao toque notou‐se lesão ulcerada vegetante dolorosa logo acima da linha pectínea em região mediana anterior, tendo sido realizada biópsia excisional ambulatorial com resultado inconclusivo. Ressonância magnética de pelve demonstrou espessamento irregular em parede anterior do reto em sua extensão com componente vegetante intraluminal distando 4,5cm da margem anucutânea. Foi, então, submetida a ressecção transanal com excisão de lesão de aspecto cístico com líquido translúcido em seu interior, entretanto, com laudo histopatológico demonstrando dilatação cística de algumas glândulas da mucosa retal, sem alterações displásicas do epitélio, contendo muco e com infiltrado inflamatório linfoplasmocitário em torno. Paciente manteve acompanhamento ambulatorial com exames realizados periodicamente sem sinal de retorno da lesão. Apresentou, contudo, retorno dos sintomas iniciais, e ao toque retal notava‐se em região mediana anterior nova lesão ulcerada a aproximadamente 4cm da margem anal. Optou‐se, então, por realizar novo procedimento. O resultado histopatológico final confirmou a existência de um adenocarcinoma mucinoso.

Discussão e Conclusão(ões): O câncer colorretal (CCR) é a quarta neoplasia maligna mais incidente no Brasil, sendo o terceiro câncer mais comum em homens e o segundo em mulheres. Contudo, seu diagnóstico em pacientes jovens é geralmente subestimado por ser frequentemente considerada como condição clínica comum em pacientes com idade maior que 50 anos, com pico de incidência na sétima década de vida. Apesar de sua etiologia permanecer não completamente compreendida, a maioria desses carcinomas desenvolvem‐se a partir de pólipos adenomatosos inicialmente benignos. Os adenocarcinomas mais frequentes são definidos como: carcinoma in situ e carcinoma invasivo. Na microscopia o padrão é o de adenocarcinoma tubular ou com áreas papilíferas. Contudo, em cerca de 25% dos casos um padrão de invasão ou crescimento mais infiltrativo pode ser definido. O adenocarcinoma mucinoso pode ser detectado em até 15% dos casos e representa aquele em que 50% ou mais de seu volume é constituído por muco, na forma de lagos mucosos extracelulares ou composto por células “em anel de sinete” nas quais o muco se acumula no citoplasma. Sua ocorrência se dá mais comumente em adultos jovens do sexo masculino, associado a adenoma viloso, doenças inflamatórias ou irradiação. Desta forma, neste caso observamos uma apresentação atípica do caso, o que alerta para a apresentação desta patologia em pacientes fora do espectro esperado.

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Journal of Coloproctology

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