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Vol. 39. Issue S1.
Pages 95 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Adenocarcinoma de reto intra peritoneal sincrônico com endometriose profunda ‐ relato de caso
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I.R.M.D.A. Lima, F.B. Beraldo, M.V.P.R. Silvino, A.C.V. Alvarenga, P.S. Rahe, V.C.S. Soares, A.V. Calheiros, R.M. Cury
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar um caso sobre sincronicidade de tumor maligno de reto com endometriose profunda e seu tratamento videolaparoscópico.

Descrição do caso:C.L.O., feminino, 46anos, há 1 ano apresentava episódios esporádicos de melena (4/mês) não relacionados com a menstrução. Após 6meses iniciou hematoquezia em pequena quantidade (1x/mês). Foi submetida a colonoscopia que identificou lesão vegetante a 8cm de borda anal (BA). Realizado biópsias: adenocarcinoma bem diferenciado – adenoma tubular de alto grau. Encaminhada ao nosso serviço, realizou RNM de pelve apresentando lesão expansiva vegetante de característica neoplásica de reto médio/alto em parede anterolateral direita, 10cm da BA, com extensão de 3cm e extensão extramural de até 3mm; endometriose pélvica com hemagioma hepático de 8 x 5cm com compressão de veia cava retrohepática e leve impressão de deslocamento inferior de veia e artéria hepática. CA125: 886, com demais marcadores tumorais normais. Submetida a retossigmoidectomia videolaparoscópica com rafia de fundo vaginal, salpingectomia direita, cistectomia segmentar com rafia primária e anastomose colorretal a 6cm BA grampeada. Evoluiu com fístula retovaginal no 5° pós operatório sendo realizada uma ileostomia protetora e drenagem da cavidade após 6dias. Após 2meses da última abordagem, foi realizado o fechamento da ileostomia. Anatomopatológico: adenocarcinoma tubular moderadamente diferenciado infiltrando até muscular própria com focos de diferenciação mucinosa, com margens livres de lesão (T2N0M0). Fragmento da cistectomia e tuba uterina com focos de endometriose glandular e estromal. Paciente evoluindo sem queixas ou novos episódios de sangramento.

Discussão e Conclusão(ões): A endometriose é a 2a doença ginecológica benigna mais comum. A teoria mais aceita para a patogênese seria a menstruação retrógrada sucedida pela implantação das células endometriais no peritônio e nas vísceras pélvicas. Endometriose profunda é definida como a infiltração além de 5mm do peritônio, correspondendo a 5‐12% dos casos de endometriose. Nesses casos, mais de 90% localizam‐se no reto ou sigmoide distal. A endometriose no retossigmoide pode causar alterações no hábito intestinal e sangramentos, similarmente as neoplasias colorretais. Quando acomete a mucosa, a paciente pode cursar com sangramento e massa polipoide visível aos exames endoscópicos. A RNM parece ser o exame mais sensível, porém ainda assim não permite diferenciar com boa acurácica das neoplasias, sendo esta a principal indicação da videolaparoscopia considerada padrão‐ouro para o diagnóstico. Mol et al. concluíram que o nível de CA125pode estar elevado na endometriose, mas seu valor não deve guiar o diagnóstico. A cirurgia é considerada sempre que os sintomas sejam refratários ao uso de medicações e que causem impacto na qualidade de vida. Na endometriose intestinal, esse se torna a terapêutica básica. Inúmero estudos comprovam que a abordagem laparoscópica é factível e segura.

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Journal of Coloproctology

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