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Vol. 39. Issue S1.
Pages 41 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Adenocarcinoma de reto radiorresistente, localmente avançado, com disseminação para região perineal e fossa ilíaca direita ‐ relato de caso
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D.F. Santos, S.H.C. Horta, S.D.F. Boratto, F. Bálsamo, D.F. Santos, M.C. Rodrigues, R.L.G. Slaibi
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Santo André, SP, Brasil
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Área Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Descrever caso de adenocarcinoma de reto localmente avançado com exteriorização pelo canal anal, acometendo região perineal e fossa ilíaca direita, resistente a quimiorradioterapia (QRT).

Descrição do caso Masculino, 66 anos, com hematoquezia intermitente e emagrecimento de 10kg em 6 meses. Ao exame com lesão vegetante com início a 5cm da margem anal e ao toque retal, lesão úlcero‐infiltrativa, circunferencial, friável, até 8cm da borda anal. CEA de 45,3 ng/mL e estadiamento T4bN2bM0 (III‐C). Paciente foi submetido a três biópsias devido características macroscópicas fortemente sugestivas de carcinoma espinocelular, as quais concluíram adenocarcinoma de reto moderadamente diferenciado. Após QRT neoadjuvante com Capecitabina 1.650mg/m2 e 5040 cGy, evoluiu com progressão da doença para região perineal, glútea e fossa ilíaca direita (20cm de extensão). Discutido caso em reunião com equipe de Coloproctologia e Oncologia, em que se optou por tratamento paliativo com novo ciclo de QRT e colostomia derivativa, devido tumor localmente avançado e quimiorradiorresistente.

Discussão e Conclusão(ões) O câncer colorretal é o 3° câncer mais diagnosticado em homens e 2° em mulheres, com 1,8 milhões de novos casos e aproximadamente 861 mil mortes por ano. Em geral, cerca de 5% dos pacientes apresentam lesões localmente avançadas que invadem órgãos adjacentes, frequentemente sem metástases à distância. Atualmente, a ressecção com anastomose primária é a regra, no entanto, o tratamento paliativo deve ser considerado quando não for possível a ressecção curativa. As taxas de morbidade pós‐operatórias das ressecções alargadas, variam de 20‐42%, com 1,7‐13% de óbitos. Além disso, reconhece‐se que essas ressecções apresentam maior risco de recidiva locorregional (26 vs 13%) em comparação ao procedimento padrão. Entre as quimioterapias mais empregadas, estudos evidenciam a equivalência entre Capecitabina e 5‐FU, sem diferenças nos eventos locorregionais, sobrevida global, resposta patológica completa e cirurgia poupadora de esfíncter. Dos pacientes, 14,96% apresentam resposta patológica completa, 58,26% parcial, e 28,78% não respondem à QRT, podendo o tumor disseminar por continuidade, contiguidade e, principalmente, vias linfática e hematogênica. Neste caso, o paciente evoluiu para disseminação por continuidade em região pélvica com acometimento cutâneo extenso, com comportamento semelhante ao CEC de canal anal, quimiorradiorresistente e de crescimento acelerado em vigência da terapia neoadjuvante. Dessa forma, uma vez reconhecido que na doença localmente avançada o tratamento cirúrgico determina maior morbi‐mortalidade e recidiva local, com diminuição da sobrevida global, a decisão de realizar um procedimento alargado deve ser considerada individualmente e de acordo com as características do tumor.

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Journal of Coloproctology

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