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Vol. 38. Issue S1.
Pages 109-110 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 109-110 (October 2018)
P92
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.235
Open Access
AMPUTAÇÃO ABDOMINO‐PERINEAL DE RETO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES DO SERVIÇO DE COLOPROCTOLOGIA DE UM HOSPITAL PÚBLICO TERCIÁRIO
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Katiellie Medianeira da Rosa Michelin, Rudimar Issler Meurer, Guilherme Fantoni Tasquetto, Silvia Cougo Madruga Mello
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil
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Introdução: Um dos pilares mais importantes no tratamento do câncer de colorretal (CCR) ainda é a ressecção cirúrgica. A amputação abdomino‐perineal do reto (APE), continua sendo um procedimento importante para o tratamento de tumores de reto inferior. Ter conhecimento do perfil epidemiológico dos pacientes submetidos a APE se faz importante no que tange a melhor qualidade de vida desses bem como a sua promoção da saúde.

Objetivo: Realizar um estudo retrospectivo do perfil epidemiológico de todos os pacientes submetidos a cirurgia de APE, no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2017, realizadas pelo serviço de coloproctologia de um hospital público terciário.

Método: Pesquisa no banco de dados do serviço de coloproctologia no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2017, foram incluídos no estudo todos os pacientes submetidos a cirurgia de APE nesse período, após foi realizado um estudo do perfil epidemiológico desses fazendo revisão do prontuário. Foram analisados a idade, sexo, cor, o tipo histológico e grau de diferenciação celular, realização de tratamento neoadjuvante e o estadiamento clinico.

Resultados: Foram incluídos no estudo 21 pacientes, 6 do sexo feminino e 15 do masculino, a média de idade é de 60 anos (27‐84). Dois autodeclarados negros. Dois não realizaram neoadjuvância. No estadiamento, 8 pertenciam ao estágio II, 10 ao estágio III e 3 pertenciam ao estágio IV. Quanto ao tipo histológico e grau de diferenciação celular, 15 apresentavam adenocarcinoma moderadamente diferenciado, 2 bem diferenciado, 2 pouco diferenciado e 2 mucinoso.

Discussão: Analisando os dados apresentados e comparando com a literatura, podemos observar que em nosso serviço a APE é mais frequente no sexo masculino, 72%, e a média de idade é 60 anos o que é compatível com a literatura. Foi verificado que a maioria dos pacientes realizou tratamento neoadjuvante. Provavelmente devido ao diagnóstico tardio, foi observado a maior prevalência do estágio III, o que evidencia a importância do rastreamento do CCR, no sistema público de saúde. Em relação ao tipo histológico e grau de diferenciação celular o adenocarcinoma moderadamente diferenciado, 72%, tem sido o mais prevalente.

Conclusão: Os dados obtidos corroboram a literatura, com predomínio de homens. A média de idade foi de 60 anos, com maior incidência do adenocarcinoma moderadamente diferenciado e com seu diagnóstico tardio, o que reforça a necessidade de diagnóstico precoce.

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Journal of Coloproctology

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