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Vol. 38. Issue S1.
Pages 110 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 110 (October 2018)
P93
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.236
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AMPUTAÇÃO ABDOMINOPERINEAL DO RETO E RECONSTRUÇÃO VAGINAL COM RETALHO FASCIOCUTÂNEO GLÚTEO POR RECIDIVA DE CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CANAL ANAL ‐ RELATO DE CASO
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Nikolay Coelho da Mota, Giordano Bruno Meireles de Oliveira, Antônio Vieira Dias Filho, Rosilma Gorete Lima Barreto, Marcelo Travassos Pinto, Graziela Olivia Da Silva Fernandes
Hospital Universitário Presidente Dutra, São Luís, MA, Brasil
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Introdução: A cirurgia radical na forma de ressecção abdominoperineal que resulta em colostomia permanente foi o tratamento padrão de escolha para o câncer espinocelular (CEC) de canal anal até os anos setenta, antes que a radioterapia isolada e, depois, a quimiorradiação suplantassem esse procedimento. A ressecção abdominoperineal rendeu taxas de sobrevida de aproximadamente 50% e taxas de recorrência local de aproximadamente 30%. Na falha da quimiorradiação para o tratamento de CEC de canal anal, é indicada a ressecção abdominoperineal como tratamento de resgate.

Descrição: M.J.G., feminina, 66 anos, diagnosticada com CEC de canal anal em 2016, sendo tratada incialmente com radio e quimioterapia, utilizando 5‐Fluoracil e cisplatina. Após 18 meses foi constatada recidiva do CEC em canal anal, com infiltração da parede vaginal posterior, associada à presença de fístula retovaginal. Realizada amputação abdominoperineal do reto com reconstrução vaginal utilizando retalho fasciocutâneo glúteo,e retalho miocutâneo para fechamento do oco perineal.

Discussão: O tratamento cirúrgico oncológico das lesões tumorais consiste na ressecção em monobloco dos tumores. Por este motivo, fez‐se necessário a associação da colpectomia posterior à amputação abdominoperineal no caso acima descrito. Devido à grande dificuldade em realizar o fechamento do oco pélvico, associado à necessidade de manter as características morfofuncionais da paciente, optamos pela realização de duplo retalho para fechamento do oco pélvico e confecção de neovagina, respectivamente.

Conclusão: Na infiltração da vagina nos casos de recidiva do carcinoma espinocelular, a reconstrução vaginal é possível de ser realizada e apresenta vantagens quanto à preservação da autoimagem da paciente, manutenção de sua vida sexual, bem como melhor fechamento e cicatrização da ferida perineal.

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Journal of Coloproctology

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