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Vol. 39. Issue S1.
Pages 195 (November 2019)
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Análise da ocorrência de adenomas no reservatório ileal em pacientes com polipose adenomatosa familiar
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Md.L.S. Ayrizono, P.N. Moraes, N.S. Mukai, J.J. Fagundes, C.A.R. Martinez, M.G. Camargo, R.F. Leal, C.S.R. Coy
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Analisar a ocorrência de adenomas em Reservatório Ileal (RI) nos pacientes com Polipose Adenomatosa Familiar (PAF).

Método: Estudo retrospectivo dos doentes com PAF submetidos à cirurgia de RI entre 1984 e 2019.

Resultados: No período, um total de 105pacientes com PAF foram submetidos à Retocolectomia total, confecção de RI e anastomose ileoanal manual, sendo a maioria do sexo feminino (57,1%) e média de idade por ocasião da cirurgia de 30anos. Em 68doentes foram realizados estudo endoscópico do RI, com achado de pólipos adenomatosos em 29 (42,6%), com média de tempo entre confecção do reservatório e diagnóstico do adenoma de 134 meses. Dos pacientes com pólipos adenomatosos no RI, 58,6% eram do sexo feminino, 82,7% eram brancos, 34,5% apresentavam diagnóstico prévio de adenocarcinoma em pólipo ressecado na colonoscopia pré-operatória ou no espécime cirúrgico, 17,2% tinham adenoma na alça aferente do RI e apenas um paciente não apresentava adenomas na endoscopia digestiva alta. Em relação ao tamanho das lesões, em dois doentes não foi possível identificar o tamanho dos pólipos pela descrição dos exames. Nos demais 27 com presença de adenoma em RI, 37% tinham adenomas menores que 5mm; 59,3%, entre 5 a 10mm e 3,7% adenomas maiores que 10mm. Quatro doentes apresentaram adenomas do tipo túbulo‐vilosos, sendo dois com displasia de alto grau; nos demais, o achado foi de adenoma tubular com displasia de baixo grau. Não houve casos de adenocarcinoma em RI.

Conclusão(ões): Os adenomas em RI foram achados frequentes após a cirurgia de retocolectomia total. Apesar do risco de transformação maligna ser baixa, a vigilância e a ressecção dos pólipos maiores e/ou suspeitos são estratégias eficazes para reduzir o risco de câncer nestes pacientes.

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Journal of Coloproctology

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