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Vol. 39. Issue S1.
Pages 182 (November 2019)
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Análise das doenças proctologicas em pacientes hiv positivo e negativo
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T.d.S. Manzionea,b, L.M.A.M. da Costaa,b, S.R. Nadalb
a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
b Instituto de Infectologia Emílio Ribas, São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças Infecciosas

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Comparar as doenças proctológicas nos paciente HIV positivos e negativos.

Método: Estudo prospectivo realizado no ambulatório de proctologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas no período de 2013 a 2019. Os pacientes não HIV foram oriundos de encaminhamentos das Unidades Básicas de Saúde pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e os HIV positivos do próprio hospital. Todos foram submetidos a anamnese seguido de exame proctológico e divididos em dois grupos (HIV+e HIV‐) e comparados em relação a idade, sexo, diagnóstico e se havia ou não indicação cirúrgica.

Resultados: 485 pacientes HIV+(41,9%) (grupo I) e 672 HIV negativos (58,1%) (grupo II). A média de idade do grupo I foi 42,8 anos (17 ‐ 80 anos) sendo 404 (83,3%) do masculino. Nesse grupo o nível de CD4 foi de até 250 células/mm3 em 54 (11,6%), entre 251 e 500 células/mm3 em 135 (29,1%) e acima de 500 células/mm3 em 275 (59,3%). A carga viral estava indetectável em 398 pacientes (84,5%). O tempo de HIV variou de zero, quando recém diagnosticado, até 31 anos de doença, com média de 12,7 anos. No grupo II, a média de idade foi de 48,3 anos (12 a 90), sendo 396 (59%) do sexo feminino. Comparando os dois grupos, houve diferença estatisticamente significante em relação ao sexo com predominância do sexo masculino no grupo HIV positivo (p<0,01); entre as idades, o grupo II era mais idoso (p<0,01) e, em relação as doenças, foi observado maior incidência de hemorróida (p=0,002) e plicoma (p<0,001) no grupo II e condilomas acuminados no grupo I (p<0,001). No grupo I, observamos que o condiloma acuminado foi o mais prevalente independendo do nível de CD4, porém naqueles com CD4 acima de 500 células/mm3, os diagnósticos se aproximaram daqueles da população sem HIV, sendo que a hemorroida deixou de ter diferença significante. 139 (12%) tiveram indicação cirúrgica, destes, 45 pertenciam ao grupo I (9,3%) e 94 eram do grupo II (14%) (p=0,015).

Conclusão(ões): As doenças proctológicas em ambos os grupos são semelhantes, com incidências diferentes. A incidências das doenças de pacientes HIV negativo e positivo tendem a se aproximar na medida que o nível do CD4 aumenta.

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Journal of Coloproctology

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