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Vol. 37. Issue S1.
Pages 93 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 93 (October 2017)
P‐046
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.047
Open Access
ANÁLISE DO CONHECIMENTO SOBRE DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO DO CÂNCER COLORRETAL EM PACIENTES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E ESTADO ATUAL DO RASTREAMENTO DA DOENÇA EM RIBEIRÃO PRETO
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Marley Ribeiro Feitosa, Rogério Serafim Parra, Rafael Fernandes de Lima, Renan Cintra de Alvarenga Oliveira, Juliana Lima Toledo, José Joaquim Ribeiro da Rocha, Omar Féres
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: O aumento das taxas de incidência e mortalidade por câncer colorretal (CCR) no Brasil pode ser consequência do processo de transição socioeconômica. Entretanto, o desconhecimento a respeito da prevenção pode contribuir.

Objetivos: Avaliar o grau de conhecimento a respeito do CCR em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e caracterizar a realidade do programa de rastreamento no município de Ribeirão Preto.

Métodos: Estudo transversal, com questionário elaborado a partir de um caso clínico fictício que contém sinais de alarme do CCR, a fim de investigar a capacidade de diagnóstico e prevenção da doença.

Resultados: Foram entrevistados 1.000 indivíduos com média de 46,3±17,8 anos, de janeiro de 2015 a março de 2016. Apenas 80 (8%) indivíduos acertaram o diagnóstico de CCR. Os três diagnósticos mais citados foram: hemorroidas (31,6%), infecção intestinal (23,1%) e doença prostática (13,9%). Foram citados, em média, 0,76±1,3 fatores de risco para o desenvolvimento de CCR e 0,1±0,3 métodos complementares para o diagnóstico da doença. Apenas 3,7% dos entrevistados conseguiram identificar o coloproctologista como responsável pelo tratamento do caso. A análise multivariada mostrou que, no grupo de pacientes, idade ≥ 50 anos, sexo feminino, história familiar prévia de CCR e nível de escolaridade mais elevado foram fatores independentemente associados a maior conhecimento sobre CCR. Na amostra de pacientes com idade ≥ 50 anos, apenas 11,1% haviam feito algum teste de rastreamento e apenas 0,2% haviam recebido informações prévias sobre a doença.

Conclusões: Os usuários de SUS apresentaram baixos níveis de conhecimento sobre diagnóstico e prevenção do CCR. Os achados, associados às praticas inadequadas de rastreamento do CCR, podem contribuir para o aumento do impacto da doença no município.

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Journal of Coloproctology

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