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Vol. 38. Issue S1.
Pages 110-111 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 110-111 (October 2018)
P94
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.237
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ANÁLISE DOS ACHADOS DO MUTIRÃO DE PREVENÇÃO DO CÂNCER COLORRETAL
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Leandro Minatel Vidal Negreiros, Conceição de Maria Aquino Vieira Clairet, Silvio Augusto Ciquini, Tamires Robles, Lix Alfredo Reis de Oliveira, Pedro Ishida, Isabella Garlati Inocêncio
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC‐Campinas), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: No Brasil o câncer colorretal (CCR) é o terceiro mais frequente em homens e o segundo em mulheres. Diante de tamanha importância, programas de prevenção e rastreio tem sido incentivados como estratégia para diminuição da incidência e aumento do diagnóstico precoce. Nesse contexto, é de extrema importância métodos de triagem, como o sangue oculto nas fezes. Entretanto, a colonoscopia ainda se mantém como padrão ouro para diagnóstico e tratamento de lesões colorretais. O mutirão acaba sendo uma forma de proporcionar acesso ao exame com menor tempo de espera, além de servir de plataforma para difundir conhecimento sobre a doença e sua importância para a sociedade.

Objetivo: Avaliar os achados das colonoscopias realizadas em pacientes com sangue oculto positivo que participaram do mutirão de prevenção do CCR e identificar a prevalência de lesões colorretais.

Material e método: Foram selecionados 95 pacientes com sangue oculto nas fezes positivo que foram submetidos à colonoscopia. Constituiu‐se quatro grupos para o estudo. Grupo 1 (G1) – Colonoscopia normal; Grupo 2 (G2) – Portadores de pólipos; Grupo 3 (G3) – Pacientes com adenomas com displasia de alto grau; Grupo 4 (G4) ‐ Diagnóstico de adenocarcinoma.

Resultados: Na casuística geral (n=95) a média de idade foi de 63,3 (9,0) anos. Quanto ao gênero 66,3% eram feminino. Com relação a distribuição por faixa etária e gênero dentro dos grupos estudados, não houve diferença estatística (p>0,05). Dos pacientes avaliados apenas 35,8% apresentaram exames normais (G1). Do G2 (n=58), 29 pacientes tinham lesões concomitantes, sobrepondo‐se nos outros grupos. Quanto a distribuição das lesões, houve predomínio de pólipos no hemicolon direito (34,8%). Já com relação ao padrão histológico, houve predomínio de pólipos hiperplásicos, seguido de adenomas tubulares. Dos pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma (G4), um paciente teve a lesão ressecada endoscopicamente e um paciente perdeu seguimento. Cinco foram submetidos à cirurgia em intervalo de tempo médio de 117,6 (72,4) dias, com tempo mínimo de 29 dias e máximo de 194 dias.

Discussão e conclusões: O mutirão de prevenção do CCR se mostrou eficaz no seu propósito. A colonoscopia se reafirma como exame de extrema importância para prevenção, diagnóstico e tratamento, principalmente em pacientes já triados com sangue oculto positivo.

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Journal of Coloproctology

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