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Vol. 37. Issue S1.
Pages 26 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 26 (October 2017)
TL6‐060
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.359
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ANÁLISE DOS PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN ABDOMINAL COMPLICADA: PORQUE MUITOS PERMANECEM COM ESTOMAS?
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Débora Ebert Esteves, Fernanda Bellotti Formiga, Nathalia Lins Pontes Vieira, Andrea Vieira, Maria Luiza Queiroz de Miranda, Fang Chia Bin
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Objetivo: Definir a taxa de estomas definitivos em pacientes submetidos a cirurgias abdominais por doença de Crohn (DC) complicada. Além disso, analisar os fatores preditivos da feitura de estomas e os preditores de sua permanência.

Método: Estudo retrospectivo com dados de prontuários médicos de pacientes com DC consultados no último ano. Selecionados aqueles com comprometimento abdominal submetidos a tratamento cirúrgico e analisados critérios demográficos, apresentação e tempo da doença, terapêutica medicamentosa, indicação e caráter das intervenções cirúrgias, indicação e permanência de estomas. Para análise dos fatores preditivos, foram comparados: estomizados vs. não estomizados e estomas definitivos vs. reconstruídos.

Resultados: Foram incluídos 157 pacientes; 53 (33,7%) foram submetidos a cirurgia abdominal, cinco foram excluídos por falta de dados. Na casuística final (48) predominaram as seguintes características: mulher (68,7%), média de idade no diagnóstico 33,7 anos, forma ileocolônica (43,7%), penetrante (50%) e uso de anti‐TNF (85,4%) 68,3% iniciados no pós‐operatório. Foram 63 cirurgias abdominais, pois 11 pacientes fizeram mais de um evento. Na análise de cada cirurgia abdominal, notou‐se que a principal indicação cirúrgica foi complicação (82,5%) e 38% foram feitas na urgência. Em mais da metade das cirurgias foram feitos estomas (35), 26 (74,2%) foram de caráter temporário e 14 foram reconstruídos posteriormente. A taxa de pacientes operados que evoluíram para estoma definitivo foi de 18,75% (nove). Os fatores preditivos associados à feitura de estomas foram cirurgia de urgência, tempo maior de DC, doença perineal concomitante, doença abdominal fistulizante, desnutrição, uso de corticoide (CE), atividade inflamatória. Já os fatores preditivos de permanência do estoma foram estoma eletivo, doença perineal, doença estenosante abdominal, desnutrição e uso de CE.

Conclusão: A taxa de estomas definitivos após cirurgia abdominal por DC complicada é alta e doença perineal e desnutrição contribuem para isso.

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Journal of Coloproctology

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