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Vol. 39. Issue S1.
Pages 148-149 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 148-149 (November 2019)
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Análise epidemiológica da morbimortalidade por doença diverticular do intestino no brasil (2010‐2018)
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TdS. Bezerra, A.A.C.P. Pacífico, A.BdS. Moura, M.Y.M. Martins, L.D. Rolim, S.L. Monteiro, V.A.M. Pinto
Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Doenças Intestinais funcionais e Doença Diverticular dos cólons

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Divertículos são saculações que surgem na parede do intestino grosso que podem inflamar e causar diverticulite, quadro que pode evoluir com fístulas ou infecção da cavidade abdominal. Com isso, essa pesquisa tem como objetivo descrever a evolução histórica da doença diverticular do intestino no Brasil entre os anos de 2010 e 2018, se baseado em sua morbimortalidade.

Método: Estudo transversal e documental com abordagem quantitativa, com amostra de 68.446 indivíduos internados por doença diverticular do intestino no Brasil (2010 ‐ 2018) por meio do Sistema de Declaração de Morbidade Hospitalar do SUS do DATASUS. Foram avaliadas as variáveis de dados por local de residência, número de internações, taxa de mortalidade, sexo e faixa etária.

Resultados: A amostra foi composta por 68.446 sujeitos internados por doença diverticular do intestino no Brasil entre 2010 e 2018 (incidência=32,7/100.000hab; taxa de mortalidade=6,83), sendo 35.893 mulheres e 32.553 homens. A faixa etária acima de 40 anos foi a mais acometida (59.605 casos). A maior taxa de mortalidade encontrada foi na população idosa acima de 60 anos (9,42). A região sudeste foi responsável pelo maior número de ocorrências (40.887 casos), sendo 26.854 somente na cidade de São Paulo. A região nordeste destacou‐se por apresentar maior taxa de mortalidade dentre as outras regiões (9,15), apesar de ter apresentado poucos casos (7.452 ocorrências). A herniação da mucosa do intestino grosso é comum em pessoas acima de 40 anos. A etiologia mais aceita seria o aumento da pressão intracólica que pode ser causada pela estagnação das fezes e a motilidade intestinal dos idosos que tende a diminuir, causando uma maior absorção de água, deixando o bolo fecal mais seco. Dessa forma, locais mais frágeis da parede intestinal podem acabar herniando. Também observa‐se a transição nutricional da população brasileira, em vista de uma dieta rica em gordura e carnes vermelhas com detrimento da utilização de fibras. Com isso, nota‐se a influência do desenvolvimento do país, devido à industrialização, logo pode‐se correlacionar com o maior número de casos na região sudeste, uma vez que representa o local mais industrializado do Brasil. Em contrapartida, a região Nordeste com maior índice de mortalidade pode apresentar um acesso aos exames diagnósticos e às terapêuticas inferior ao restante do país.

Conclusão(ões): Sugere‐se a necessidade de direcionar maior atenção aos testes de triagem com intuito de diagnosticar doença diverticular do intestino, principalmente em pacientes geriátricos. Com relação às características sociodemográficas, os resultados indicam que existe correlação entre o elevado número de casos diagnosticados e a dieta e estado nutricional da população da região citada. Ao observar a elevada taxa de mortalidade na região nordeste, pode‐se explicar essa estatística ao destacar a menor complexidade tecnológica nos exames diagnósticos em grande parte da região, além do acesso reduzido aos recursos terapêuticos.

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Journal of Coloproctology

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