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Vol. 39. Issue S1.
Pages 199-200 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Análise epidemiológica dos pacientes do serviço de atenção ao ostomizado da macrorregião metropolitana do espírito santo
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D.M. Aguiar, H.C.P.C. Alves, R.S. Tavares, F.P. Coelho, L.M. Krohling, M.C. Guerra
Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Vitória, ES, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Analisar os aspectos epidemiológicos e caracterizar os pacientes ostomizados cadastrados no Serviço de Assistência ao Ostomizado (SAO) do Núcleo Regional de Especialidades Metropolitano do Espírito Santo.

Método: Trata‐se de um estudo transversal, retrospectivo e descritivo com análise do cadastro de mil e onze (1011) pacientes ativos no SAO. As variáveis em análise foram: gênero, caracterização temporal, previsão de reversão, tipos de ostomias, técnica cirúrgica, presença da assistência privada de saúde, número de pacientes ingressados/ano, hospital de origem e de seguimento e etiologia das ostomias, de acordo com caráter temporal.

Resultados: O sexo masculino prevaleceu (51,8%) assim como carácter definitivo (51,4%). Das ostomias não definitivas a maior parte (56,4%) não tem previsão de reversão e daquelas previstas 72,9% não foram revertidas no prazo determinado. As colostomias (74,6%) foram mais frequentes seguidas por ileostomias (12,0%) e urostomias (11,4%). Em relação à técnica cirúrgica a prevalência se deu respectivamente por ostomias terminais a Hartmann (27,2%), em alça (22,3%) e urostomias a Bricker (5,8%). 596 pacientes (58,9%) possuem assistência privada a saúde. Quando avaliado anualmente o número de ingressos durante os 27anos do programa constata‐se que 849 (83,9%) ocorreram na última década, e destes, 303pacientes entraram no serviço apenas no ano de 2018. Ao avaliar hospitais de origem e seguimento, o mais citado em ambos os aspectos (28,8% e 9,7% respectivamente) foi o Hospital Santa Rita de Cássia de Vitória, estabelecimento referência em tratamento oncológico no estado. Percebe‐se diversidade nos hospitais de origem dos pacientes e em relação ao seguimento, 10,8% do total de pacientes não possuem estabelecimento de acompanhamento determinado. Quanto às etiologias mais prevalentes destacam‐se as neoplasias tanto nas ostomias definitivas como nas temporárias ou sem prazo determinado, sendo que neoplasias de reto foram mais frequentes em ambos os grupos com 46,5% e 25,2% respectivamente. Abdome agudo e causas traumáticas foram mais descritas dentre as ostomias temporárias ou indeterminadas com 9,7% e 7,3% respectivamente e representaram 0,3% e 0,7% das definitivas.

Conclusão(ões): Constata‐se, portanto, a relevância de programas como o SAO no que se refere à caracterização epidemiológica dos pacientes acompanhados e na identificação de possíveis falhas na assistência prestada pelo Estado ou por planos privados de saúde. Essas informações podem ser utilizadas para orientar e fomentar políticas públicas de saúde como programas de reversão de ostomias e de rastreio de neoplasias ocasionando melhoria na assistência prestada.

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