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Vol. 38. Issue S1.
Pages 57 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 57 (October 2018)
P197
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.120
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ANGIOMIOFIBROBLASTOMA PERINEAL: RELATO DE CASO
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Eduardo Brambilla, Alesandra Bassani, Leticia Sarmanho, Floriano Riva Neto, Marcos Antonio Dal Ponte, Diego Vitor Barbosa Fernandes
Hospital Geral de Caxias do Sul (HGCS), Caxias do Sul, RS, Brasil
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Introdução: Tumores e hérnias perineais são tidas na literatura como patologias pouco comuns, que podem ser causas de dor pélvica ou abaulamento, muitas vezes com diagnóstico diferencial cirúrgico.

Descrição do caso: Paciente masculino, 66 anos, com história de dor perineal com início em janeiro de 2017. Iniciou investigação com ecografia, que identificou abscesso em região glútea à direita, tratado com antibiótico por sete dias sem melhora. Na ocasião realizou tomografia computadorizada, com achado de coleção perineal até a fossa ísquio‐anal. Foi procedida drenagem perianal pela equipe da cirurgia geral e, sem melhora, foi encaminhado ao nosso serviço para avaliação proctológica. Foi submetido à exploração cirúrgica em fevereiro de 2017, quando identificou‐se hérnia perineal. O anatomopatológico do saco herniário apontou tecido conjuntivo fibroso com inflamação aguda supurativa. Seguiu acompanhamento ambulatorial, persistindo com dor pélvica e protrusão de massa perianal. Realizou ressonância magnética de pelve, que mostrou formação expansiva em região glútea direita, interrogando a possibilidade de hérnia perineal ou abscesso organizado. Então, em maio de 2018, foi submetido à nova exploração, com achado de tumor volumoso, angiomiofibroblastoma à histologia.

Discussão: Angiomiofibroblastomas são tumores raros, benignos, oriundos de células mesenquimais. São mais encontrados em mulheres, especialmente na região vulvar. Seu achado em homens causa controvérsia, podendo ser chamado por angiofibroma celular ou “angiomiofibroblastoma‐like”. São descritos poucos casos, em geral envolvendo a bolsa escrotal e região inguinal, mas tumores perianais são muito raros. A história clínica mostra massa pélvica de crescimento lento com desconforto perineal associado. Exames de imagem como tomografia e ressonância podem contribuir para diagnósticos diferenciais, mas somente a ressecção confirma o dignóstico. Uma questão importante é a distinção com angiomixoma agressivo, que tem prognóstico pior e pode cursar com metástases. Por isso e pelo risco de recorrência, orienta‐se seguimento ao menos por dois anos pós‐ressecção do angiomiofibroblastoma.

Conclusão: Angiomiofibroblastomas são tumores raros, que apresentam incidência menor ainda se tratando de região perianal e principalmente, sexo masculino. Seu diagnóstico é difícil, mas apresenta bom prognóstico.

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Journal of Coloproctology

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