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Vol. 39. Issue S1.
Pages 136-137 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 136-137 (November 2019)
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Antibioticoprofilaxia em cirurgias colorretais: possível porta de entrada a resistência bacteriana
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T.B.d.M. Santosa, A.L.G. Dominguesb, C.C.V. Aguiarc, F.H. Nicoletia, T.S. Mottind, D.d.C. da Silvaa, B.A.J. Costaa, C.B. Bragione
a Universidade São Francisco (USF), São Paulo, SP, Brasil
b Universidade São Francisco (USF), São José do Rio Preto, SP, Brasil
c Universidade São Francisco (USF), Campinas, SP, Brasil
d Universidade São Francisco (USF), Ipuaçu, SP, Brasil
e Universidade São Francisco (USF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Dentre as infecções hospitalares, a infecção de ferida operatória corresponde a segunda mais incidente, perdendo apenas para infecções de vias respiratórias. Sendo assim, é de extrema relevância os estudos que validam o uso de antimicrobiano como medida profilática das complicações infecciosas após cirurgias, em especial nas colorretais, uma vez que são cirurgias potencialmente contaminadas. A falta de critério na prescrição de antimicrobianos é um problema desde sua introdução na prática clínica. Seu uso inadequado varia de 27% a 65%, sendo que o serviço de cirurgia é o que mais utiliza antibióticos na ausência de infecção. Apesar dos avanços na cirurgia colorretal, ainda observa‐se alta incidência de complicações infecciosas pós operatórias, sendo a infecção de sítio cirúrgico a mais comum, com taxas de incidência variando de 5% a 26%. O objetivo desse trabalho é realizar uma revisão bibliográfica a respeito do uso de antimicrobianos na profilaxia de feridas operatórias em cirurgias colorretais, buscando compreender as diferenças entre as escolhas dos esquemas terapêuticos, que podem margear as possíveis resistências bacterianas.

Método: A presente pesquisa foi realizada a partir de uma revisão bibliográfica, sendo consultados artigos científicos localizados nas bases de dados LILACS, MEDLINE, SCIELO, PUBMED e Google Scholar, através das palavras chaves “antibioticoprofilaxia”, “cirurgias colorretais”e “resistência bacteriana” nas ultimas duas décadas nas línguas portuguesa e inglesa.

Resultados: O uso de antibióticos profiláticos na cirurgia colorretal é indicado há 30 anos. Contudo, qual antibiótico utilizar, qual espectro bacteriano cobrir, por quanto tempo utilizar, quando iniciar a profilaxia, ainda são motivos de dúvidas. A ausência de um protocolo único e padronizado de antibioticoprofilaxia em cirurgias colorretais predispõe o surgimento de resistência bacteriana. Tratando‐se de prevenção da instalação de infecção, outras medidas além da antibioticoprofilaxia tem grande importância. A redução do tempo de internação, tricotomia próxima do momento cirúrgico, retirada precoce de drenos e revisão dos procedimentos de enfermagem no pré e pós operatório, com ênfase na higiene de mãos tem grande importância nesse cenário. Novos estudos mostram que o uso antibióticos endovenosos com finalidade profilática, em doses reduzidas e por curto período, seguindo o prazo mínimo eficaz de uso, mostra benefício na redução do surgimento de bactérias resistentes. O estabelecimento de um padrão de uso de antibiótico profilático é preciso para diminuir morbi‐mortalidade do paciente submetido a cada procedimento.

Conclusão(ões): Os princípios da profilaxia antimicrobiana já estão consolidados na literatura, a divergência se mantem quanto às indicações, dose e duração de seu uso. Observa‐se a necessidade de elaboração de protocolos que padronizem o uso antimicrobianos na profilaxia de infecções das feridas operatórias em cirurgias potencialmente contaminadas como as cirurgias colorretais.

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Journal of Coloproctology

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