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Vol. 39. Issue S1.
Pages 15-16 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Apedangite epiploica: diagnóstico diferencial em abdome agudo inflamatório e estratégias terapêuticas
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L.A.N. Assis, Í.F.C. Amorim, E.A.W. Silva, L.R. Pelegrinelli, A.F.R. Zago, N.M.J.W. Silva
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Reconhecer a Apedangite Epiploica como diagnóstico diferencial de Abdome Agudo Inflamatório, baseado no caso clínico apresentado, considerando a indicação de conduta clínica e, frente à falha desta, validar a videolaparoscopia como estratégia de tratamento.

Descrição do caso: TLO, 25 anos, há dois dias iniciou quadro de dor em flanco esquerdo, sem melhora com analgésicos comuns e associada à febre baixa. Realizou‐se tomografia computadorizada de abdome com achado de borramento da gordura pericólica à esquerda e suspeita de diagnóstica de diverticulite aguda não complicada. Apesar de medicado com analgésicos e antibióticos, não houve melhora clínica após 72 horas de tratamento clínico. Foi então indicada videolaparoscopia, que diagnosticou apêndice epiplóico necrosado de 6cm em cólon descendente, com líquido inflamatório e fibrina pericólica e em fundo de saco. Realizada excisão de apêndice ep e lavagem da cavidade abdominal. Evoluiu bem com alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento.

Discussão e Conclusão(ões): A Apedangite Epiploica (AE) é uma entidade clínica rara, de bom prognóstico, resultante da torção ou trombose venosa espontânea de apêndices epiploicos (ou omentais), projeções de gordura da parede antimesentérica dos cólons à cavidade peritoneal. Tais estruturas estão presentes em todo o cólon, e sua inflamação pode mimetizar outras condições inflamatórias, como ileíte terminal, apendicite vermiforme aguda, afecções ginecobstétricas e diverticulite aguda, esta última de destaque tendo em vista a maior densidade de apêndices epiploicos no cólon esquerdo. O diagnóstico da AE tem sido mais comum devido a evolução dos métodos de imagem, em especial a Tomografia Computadorizada, porém ainda é descrita como achado intraoperatório em abordagens cirúrgicas por outras hipóteses diagnósticas de abdome agudo inflamatório. Acomete principalmente indivíduos entre a segunda e quinta décadas de vida, sem predominância de sexo. Apresenta‐se geralmente com quadro de dor abdominal, especialmente em quadrante inferior esquerdo, com raros sintomas associados (febre baixa, náuseas), estando o paciente habitualmente em bom estado geral. A evolução da AE espontânea é benigna e autolimitada, respondendo a cuidados clínicos com analgésicos e antinflamatórios, sem demanda de antibioticoterapia, com resolução dos sintomas em 3 a 14 dias. A abordagem cirúrgica se restringe aos casos de dúvida diagnóstica, indisponibilidade de exames de imagem e ausência de resposta clínica, além da prevenção de recorrências e para tratamento de complicações locais. A via preferencial é a videolaparoscópica, com ligadura e excisão do apêndice inflamado e, assim, abreviação do curso da patologia com procedimento pouco invasivo. Com o caso clínico exposto, discute‐se a indicação e, por outro lado, a limitação na conduta não operatória em processos inflamatórios benignos do cólon, como a AE, tendo em vista a acessibilidade e facilidade técnica da videolaparosocopia como recurso diagnóstico e terapêutico e sua baixa morbidade.

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Journal of Coloproctology

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