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Vol. 38. Issue S1.
Pages 4 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 4 (October 2018)
P07
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.010
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ASCITE QUILOSA POR USO DE DIFERENTES TIPOS DE ENERGIA
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Silvano Cambruzzi, Leonardo Machado de Castro, César de Paiva Barros, Paulo César de Castro Júnior, Ricardo Junio Garcia, Átila Haddad Crelier, Vanessa de Souza Carvalho
Hospital Federal da Lagoa, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Ascite quilosa ou quiloperitônio é uma complicação pouco frequente após tratamento cirúrgico para o câncer colorretal. Os estudos, em sua maior parte de caráter retrospectivo, divergem sobre as principais causas, como a via de acesso (laparotômico\\laparoscópico), localização (direito\\esquerdo), idade, tempo cirúrgico, número de linfonodos ressecados ou secção inadvertida de vasos linfáticos. O uso de dispositivos com energia bipolar e ultrassônica em laparoscopia também tem sido apresentado como possível causa, devido ao selamento parcial\\incompleto dos vasos linfáticos durante a dissecção.

Clinicamente é comum ocorrer distensão abdominal, sem febre ou sinais de peritonite. O diagnóstico é feito com base na drenagem de líquido de aspecto leitoso com volume superior a 200mL\\dia, e na dosagem de triglicerídeos acima de 110 mg\\dL.

O manejo pode ser difícil, por vezes com necessidade de nova intervenção cirúrgica. Entretanto, na maioria das vezes, o tratamento conservador torna‐se suficiente, e se baseia inicialmente em dieta hiperproteica, pobre em gordura e com triglicerídeos de cadeia média, podendo‐se também lançar mão de nutrição parenteral total e octreotide para pacientes com falha na terapia inicial.

Este quadro pode acarretar em um maior período de internação hospitalar, bem como na maior permanência de drenos intracavitários para acompanhamento do débito e aspecto da secreção. Pode motivar ainda outras complicações, como maior recorrência local ou disseminação peritoneal, pela possibilidade de o fluido linfático conter células cancerígenas.

Sugere‐se uma dissecção anatômica e cuidadosa, principalmente quando há suspeita de invasão linfática, para evitar essa complicação.

Relatamos dois casos de ascite quilosa: o primeiro, em um paciente masculino, 70 anos, com adenocarcinoma sincrônico de cólon descendente e sigmoide, submetido à colectomia esquerda por via laparotômica com uso de energia monopolar. Recebeu alta ainda com dreno, que foi retirado após resolução do quadro no 15° dia de pós‐operatório. O segundo, em um paciente de 73 anos, também masculino, com tumor de cólon sigmoide, submetido à retossigmoidectomia videolaparoscópica com uso de dispositivo bipolar. Também recebeu alta hospitalar com dreno, que foi retirado após resolução do quadro no20° dia de pós‐operatório. Ambos foram conduzidos de maneira conservadora, com restrição dietética para resolução do quadro, sem recorrência ou sinais de recidiva de doença até o momento.

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Journal of Coloproctology

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