Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 231 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 231 (November 2019)
816
Open Access
Aspectos técnicos da colectomia direita com excisão completa do mesocólon videolaparoscópica
Visits
...
R.G. Campanati, L.C. Reis, L. Rogerio, B. Hanan, A.C.P. André, KCdLR. Buzatti, M.M.P. da Luz, R.G. da Silva
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
Article information
Full Text

Área: Doenças malignas e pré-malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Vídeo Livre

Objetivo(s): Descrever a padronização operatória e os aspectos técnicos da colectomia direita com excisão completa do mesocólon por via videolaparoscópica.

Descrição da técnica: O posicionamento da equipe cirúrgica: cirurgião entre as pernas, primeiro auxiliar e o segundo auxiliar à direita do cirurgião, à esquerda do paciente. A paciente de 26 anos foi colocada na posição de Lloyd-Davies, em Trendelemburg e decúbito lateral esquerdo e os trocartes foram posicionados ao nível da cicatriz umbilical, em ambas as fossas ilíacas e no hipocôndrio esquerdo. Na excisão completa do mesocólon, na colectomia direita, a veia mesentérica superior foi dissecada até a sua confluência no sulco pancreatoduodenal. A dissecção iniciou-se de maneira caudal-cranial, localizando a veia mesentérica inferior logo abaixo da emergência dos vasos ileocecocólicos e o peritôneo medial que recobre a mesma foi incisado de modo a expor toda sua face anterior e lateral direita. Em seguida, a dissecção progrediu cranialmente até a borda inferior do pâncreas, com identificação e ligadura dos vasos ileocecocólicos e cólicos direitos. Em seguida, foi exposto o cólon transverso proximal e a raiz dos vasos cólicos médios, seguida da ligadura dos ramos direitos desses. Logo após esse tempo cirúrgico, processo uncinado do pâncreas,é mais bem visibilizado, com exposição do tronco venoso de Henle, do qual foi ligada a veia gastroepiploica direita e o ramo direito da cólica média. Em seguida foi demarcado o mesocólon transverso garantindo a margem distal adequada e posteriormente incisado o ligamento intercoloepiploico. Nesse momento a dissecção foi estendida ao longo do espaço gastrocólico, com a linfadenectomia gastroepiploica, até o ângulo hepático do cólon. Por fim, o cólon foi liberado de suas aderências ao nível da reflexão peritôneo parietal direita e confeccionada anastomose ileocólica intracorpórea.

Discussão e Conclusão(ões): Desde descrita a técnica da linfadenectomia estendida na colectomia direita por Hohenberger em 2009, posteriormente nomeada excisão completa do mesocólon, muito se discutiu acerca do risco benefício de sua adoção de maneira rotineira. Trata-se, portanto, da dissecção central de todas as estruturas vasculares responsáveis pela irrigação do ceco, cólon direito e cólon transverso proximal, com liberação completa dos vasos mesentéricos superiores e ligadura alta dos seus ramos colônicos. Tal abordagem se apresenta como desafio técnico, com risco de lesão de estruturas vasculares centrais, além de maior desnervação autonômica do trato gastrointestinal associada, por exemplo, a maior incidência de dismotilidade pós-operatória. Apesar da maior dificuldade técnica relacionada a excisão completa do mesocólon a realização por via videolaparoscópica é factível e deve ser padronizada.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools