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Vol. 38. Issue S1.
Pages 166 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 166 (October 2018)
VL04
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.356
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ASPECTOS TÉCNICOS DA RESSECÇÃO DE TUMORES PRÉ‐SACRAIS ATRAVÉS DE ABORDAGEM POSTERIOR À KRASKE
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Renato Gomes Campanati, Lívia Cardoso Reis, Bernardo Hanan, Kelly Cristine de Lacerda Rodrigues Buzatti, Antonio Lacerda Filho, Rodrigo Gomes da Silva, Magda Maria Profeta da Luz
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: O espaço pré‐sacral é definido posteriormente pela fáscia de Waldeyer, anteriormente pela fáscia própria do reto e lateralmente pelos limites da parede lateral da pelve, que contém os vasos ilíacos internos e ureteres. Em função da existência de tecidos de diferentes origens embriológicas, múltiplas massas podem se desenvolver nessa topografia, normalmente classificadas como congênitas, inflamatórias, neurogênicas, ósseas ou outras. Em virtude da possibilidade de degeneração maligna, muitas dessas lesões devem ser tratadas cirurgicamente.

O presente trabalho visa demonstrar um vídeo de ressecção por via posterior de um tumor retrorretal volumoso.

Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 30 anos, com achado de abaulamento na região glútea esquerda e perineal posteriormente ao reto com diagnóstico durante o parto normal. Ao toque retal notava‐se grande rechaço do reto anterior e lateralmente a direita. Submetida a propedêutica com ressonância magnética da pelve com achado de lesão cística, multiloculada, em topografia retrorretal, compatível com diagnóstico de tailgut cyst, com extensão cranial até o nível de S2. Apesar da altura da lesão em relação às vértebras sacrais, foi optado pela abordagem cirúrgica por via posterior à Kraske. A paciente evoluiu sem intercorrências no pós‐operatório.

Discussão: Uma vez que 30 a 40% das lesões pré‐sacrais são malignas e as benignas podem sofrer degeneração neoplásica, esses tumores devem ser submetidos a ressecções cirúrgicas. Tradicionalmente, lesões acima do nível de S4 devem incluir uma abordagem cirúrgica abdominal ou combinada abdominoperineal. Entretanto, o emprego da abordagem cirúrgica de Kraske permite exposição adequada para certas lesões císticas que se extendem acima de tal limite, conforme demonstrado no vídeo exposto.

Conclusão: Um adequado planejamento pré‐operatório é essencial para a abordagem cirúrgica de tumores retrorretais a fim de se permitir procedimentos com menor morbidade e ressecção completa dessas lesões.

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Journal of Coloproctology

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