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Vol. 39. Issue S1.
Pages 59 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Associação entre esquistossomose e câncer colorretal: relato de caso e revisão da literatura
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A.F. Amaral, J.M. Miranda, M.C.R. Silveira, M.R. Feitosa, A.B. Filho, R.S. Parra, O. Féres, J.J.R. Rocha
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Discutir, a partir de um relato de caso, a relação entre a colite crônica infecciosa e a incidência de tumor colorretal.

Descrição do caso: Paciente masculino, 70 anos, com relato de um ano de dor abdominal inespecífica associado a diarreia crônica com muco e dois episódios de hematoquezia, submetido à derivação intestinal de urgência por oclusão intestinal em 11/10/2018. Após investigação inicial, diagnosticado com adenocarcinoma do cólon sigmoide e submetido a retossigmoidectomia associado a cistectomia por infiltração vesical no dia 27/11/2018. O anatomopatológico identificou adenocarcinoma tubular moderadamente diferenciado associado a esquistossomose. No momento em seguimento clínico‐radiológico por tumor estdio pT3N0M0 sem sinais de recidiva ou progressão de doença, associado a tratamento com Praziquantel.

Discussão e Conclusão(ões): A esquistossomose é uma helmintiase relacionada a más condições de saneamento básico e higiene, portanto, mais prevalente em áreas pobres e populosas. Sua relação com tumor colorretal, apesar de descrita, é pouco reconhecida. De acordo com o último inquérito nacional sobre esquistossomose, de 2018, feito em escolares de 7 a 17 anos o índice de positividade no Brasil foi de 0,99%, sendo a maior distribuição nos estados do Nordeste. A maior prevalência da doença se encontra em populações marginalizadas, com baixo acesso ao sistema de saúde e a tratamentos adequados. Esta helmintíase causa enterocolite crônica, fator de risco estabelecido para câncer colorretal devido ao estímulo proliferativo gerado pela inflamação prolongada da mucosa. Pacientes com esta helmintíase apresentaram incidência de tumor em idades mais jovens, além de maior chance de adenocarcinoma mucinoso. Há também relatos de supressão do gene p53 causado pelo esquistossomo. Somado a isso há um crescimento na incidência mundial de tumores colorretais relacionada às mudanças de estilo de vida da sociedade pós‐industrial. A junção dos dois fatores revela uma população com maior risco de desenvolvimento deste tumor, mas sem acesso à assistência adequada. É necessário maior foco no combate à esquistossomose em regiões endêmicas como método de prevenção do câncer colorretal. Também é necessário ao médico assistente que atende paciente de regiões endêmicas estar atento a possibilidade desta infecção e seu adequado tratamento para redução efetiva do risco de recidiva de tumor.

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Journal of Coloproctology

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