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Vol. 39. Issue S1.
Pages 171 (November 2019)
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Avaliação citologica de hpv anal por leitura automatizada e manual e achados de citologia anal em comparação a citologia cervical
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M.N. Figueiredo, Y.M. Guimarães, J.C. Possati‐Resende, I. Santana, F. Cury, A. Longatto‐Filho
Hospital de Câncer de Barretos, Barretos, SP, Brasil
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Área Doenças Infecciosas

Categoria Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s) Avaliar a eficácia do FocalPoint GS para avaliação de lâminas de citologia anal na pesquisa de HPV, em comparação com a leitura manual (padrão) e avaliar resultados de citologia anal em mulheres em comparação com a citologia cervical.

Método Amostras de células do canal anal (base líquida, SurePath) foram coletadas em mulheres com história de citologia cervical positiva para HPV no momento de consulta para realização de colposcopia. As amostras foram analisadas no equipamento Focal Point GS (BD, Burlington, NC), o qual seleciona 15 áreas suspeitas e classifica‐as em 5 quintis de acordo com a probabilidade de displasia, e posteriormente por citopatologista. A análise estatística caracterizou a população por meio de análises descritiva, empregando‐se frequências (absolutas e relativas) para as variáveis categóricas e média (e desvio padrão) para as variáveis numéricas. Para a análise de concordância dos resultados do Focal Point e entre o FocalPoint e leitura manual por citopatologista foi utilizado o coeficiente de correlação intraclasse (CCI).

Resultados Foram coletadas 60 amostras e o Focal Point foi capaz de analisar adequadamente 52 destas. Em 8 lâminas a leitura não foi possível, possivelmente por interferência de resíduos fecais. Em resumo, 43 (71,7%) pacientes apresentavam citologia cervical de alto grau (ASCH ou HSIL) e 18 (40%) apresentavam citologia anal de alto grau. Não houve relação entre alterações de alto risco cervical e anal (p=0,64), e não houve relação entre citologia cervical de alto risco e qualquer alteração na citologia anal (p=0,5). Também não houve relação entre Cobas positivo cervical (tipos 16 e 18) e Cobas positivo na amostra anal (p=0,68). A análise de concordância entre 2 diferentes leituras no FocalPoint foi de 79% (IC 0,63‐0,88) enquanto não houve nenhuma concordância entre a leitura automatizada e a manual.

Conclusão(ões) Em nosso estudo, a análise automatizada de células de canal anal pareceu não ser válida, possivelmente por interferência de resíduos na leitura, quando comparada à leitura por citopatologista experiente. Não houve maior incidência de alterações citológicas anais em mulheres com alterações cervicais, seja de alto risco ou em sua totalidade.

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Journal of Coloproctology

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