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Vol. 37. Issue S1.
Pages 75 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 75 (October 2017)
P‐005
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.006
Open Access
AVALIAÇÃO DA MORBIMORTALIDADE E DA SOBREVIDA EM PACIENTES PORTADORES DE CARCINOMATOSE PERITONEAL SUBMETIDOS A CIRURGIA CITORREDUTORA COMPLETA E QUIMIOTERAPIA HIPERTÉRMICA INTRAPERITONEAL (HIPEC)
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Diogo Bicalho Silva, Rodrigo de Almeida Paiva, Rommel Ribeiro Lourenco Costa, Paola Stefania Costa Moncao Lima, Sillas Mourao Pinto, Fabio Lopes de Queiroz, Paulo Rocha França Neto
Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: A cirurgia citorredutora associada a quimioterapia hipertérmica per‐operatória (HIPEC) é um procedimento cirúrgico complexo, usado no tratamento do câncer de várias origens. Foi descrita primeiramente no tratamento do pseudomixoma peritoneal em 1980, por Spratt et al. Desde a década passada, a cirurgia citorredutora com HIPEC emergiu como opção de tratamento efetivo em pacientes com tumores gastrointestinais e mesotelioma peritoneal, alcançou resultados promissores em patologia associada a prognóstico desfavorável.

Objetivo: Avaliar os resultados da cirurgia citorredutora e da quimioterapia hipertérmica (HIPEC) em pacientes portadores de carcinomatose peritoneal operados no Serviço de Coloproctologia do Hospital Felício Rocho, Brasil.

Métodos: Foram analisadas a morbidade e a sobrevida. Foram avaliados retrospectivamente 40 pacientes submetidos a cirurgias de citorredução no serviço de coloproctologia do HFR, entre 2004 e 2015, catalogados no banco de dados da clínica por meio de protocolos pré‐determinados. A idade média foi de 51,17 anos, variou entre 14 e 79 anos, 10% dos pacientes apresentavam idade maior de 60 anos.

Resultados: Em 42,5% (n=17), o sítio primário foi o pseudomixoma, seguido pelo carcinoma colorretal em 35% (n=14) dos casos, 10% (n=4) de origem ovariana e 12,5% (n=5) de outros sítios. O índice de carcinomatose peritoneal (ICP) apresentou média de 17,1. A droga usada na maioria dos pacientes foi a mitomicina C, foram usados oxaliplatina e irinotecano em um paciente. A taxa de complicação foi de 45% (n=18), SIRS, ITU e infecção do sítio cirúrgico foram as mais comuns. A taxa de mortalidade cirúrgica foi de 7,5%. A sobrevida média foi de 29,10 meses. A probabilidade de sobrevida em um ano, três anos e cinco anos foi de 74%, 45% e 31%, respectivamente.

Conclusão: É uma opção de tratamento para pacientes com carcinomatose peritoneal, com perspectiva de aumento de sobrevida.

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Journal of Coloproctology

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